Três semanas para decidir quem vai ao segundo turno
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Serão três semanas, ou apenas 21 dias, para que o eleitor escolha quem irá ao segundo turno na disputa para governador. Levando-se em conta que Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera todas as pesquisas, pode-se dizer que ele estará lá, deixando a briga pela segunda vaga entre três nomes. Pelas mesmas sondagens, Patrus Ananias (PT), Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (PSD) têm chances e um deles deverá passar para a disputa final. Essa definição será dada nesse período que resta até o dia da votação, no dia 4 de outubro.
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Quem acertar mais e errar menos, vai se credenciar. Das estratégias a serem adotadas, uma delas é consenso entre eles: atacar e tirar votos de Cleitinho. Deverão colocar em xeque a capacidade e preparo técnico dele para governar e expor suas ligações com aliados perigosos.
Um vídeo apócrifo já foi divulgado questionando as relações do senador com o presidente do partido dele, deputado federal Euclydes Pettersen, que é denunciado de envolvimento na máfia do INSS. E mais, seu suplente, o empresário Alex Diniz, também tem acusações contra ele. Falou até do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que disputa o cargo de deputado federal em Minas pelo mesmo partido dele.
Kalil também se aproveitou de um engano ao responder um vídeo feito pelo irmão gêmeo de Cleitinho, Gleidson, criticando sua campanha. O candidato do PDT soltou os cachorros pra cima de Cleitinho e, quando descobriu o equívoco, o chamou de clone do rival. Kalil disse tudo aquilo que muitos gostariam de dizer, mas temem o contra-ataque.
Patrus atira para baixo
A campanha a governador de Patrus, 2º lugar nas pesquisas, fez um vídeo por IA contra o concorrente Mateus Simões (PSD), 4º lugar, e Romeu Zema, 5º ou 6º lugar na disputa presidencial. Chamada de “Intocáveis de Zema”, a peça denuncia a bolsa empresário, ou isenção fiscal de R$ 25 bilhões. A iniciativa foi sucesso de crítica e público no campo da esquerda, mas não deve ter tirado um voto sequer de Simões, que milita no centro-direita e direita. Esse/a eleitor/a não irá largar a mão de Simões para votar em Patrus. Em vez de olhar para baixo, o petista deveria olhar e atirar para cima, onde o líder das pesquisas, Cleitinho, que tem, segundo as mesmas sondagens, um terço de seus votos, seria de eleitores petistas.
PL traindo Roscoe
Parte do PL bolsonarista anda traindo o candidato do partido a governador, Flávio Roscoe, com o candidato Cleitinho. Na semana passada, a família Biondini, por exemplo, estava no Sul de Minas, pedindo votos para Cleitinho. Como ela, outros deputados já fazem o mesmo movimento.
STF: cortar na carne ou acordão
A crise é sem precedentes na Suprema Corte pelas acusações de envolvimento de ministros no escândalo do banco Master. Se for aberta, a caixa de ferramentas não deixará pedra sobre pedra. Será que o STF vai cortar na carne, expondo e afastando dois ou três ministros em uma corte de 10, incluindo o presidente da Casa? Ou será que um grande acordo está sendo costurado para uma pequena mudança acontecer para nadar mudar?
Segundo voto de Aécio
Além de esconder o próprio nome, evitando rejeição, o candidato a senador pelo PSDB, Aécio Neves, divulga só o seu número e está apostando no segundo voto para, não só se eleger, ser o mais votado nessa disputa. Ele conta com o recall (lembrança de seu nome) para ganhar o voto do centro político e de quem o conhece e, pelas mesmas razões, deverá ser o segundo voto de quem escolhe um dos concorrentes.
Robin Hood ao contrário
Nem mesmo o menor município de Minas e do Brasil, Serra da Saudade, com 856 habitantes, foi poupado da política de isenção fiscal do estado. Custou ao município R$ 4,6 milhões de 2020 a 2026, período no qual todo o estado perdeu R$ R$ 102,4 bilhões. A constatação foi feita pela Associação Mineira de Municípios (AMM), após estudo de sua área técnica. Diante disso, a direção da entidade divulgou carta aos candidatos a governador pedindo a revisão dessa medida, que, segundo o presidente da entidade, Lucas Vieira, é uma política de Robin Hood ao contrário. “É tirar dinheiro dos pobres (municípios) para dar para os riscos (grandes empresas)”, criticou. Na carta, Vieira ainda pede a adoção de mecanismos de compensação aos municípios e participação municipal nas decisões que afetam as receitas das cidades. “Não se pode fazer serventia com o chapéu alheio”, acentuou.
Prêmio contra fake news
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Com o tema “Fortalecimento Municipalista”, foi lançado, no dia (11), o 1º Prêmio AMM de Jornalismo, para estimular e valorizar a produção de conteúdos jornalísticos de excelência. Junto da informação de valor e contra as fake news, o prêmio valoriza também os temas de relevância para o municipalismo em Minas. A premiação varia de R$ 5 mil a R$ 1,5 mil. As inscrições já estão abertas e serão encerradas em 20 de março do ano que vem.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.