Após um ano inteiro em cima do muro, o senador Rodrigo Pacheco (PSB) finalmente tomou a decisão de não disputar o governo de Minas. E mais, reafirmou, na sexta-feira (29), que deixará a vida pública, como tinha admitido em dezembro passado. Como político, Pacheco é daqueles que gostam de bater pênalti sem goleiro. Numa eleição, isso não é possível; daí, a decisão. Em 2021, ele era pré-candidato a presidente, montou um time de campanha, com marqueteiro e tudo, depois, sumiu. Em janeiro de 2022, reapareceu e disse que não disputaria. Passou o ano de 2025, como pré-candidato, mas desta vez não montou a estrutura de campanha.

As razões de Pacheco não foram bem explicitadas, mas, além do risco da disputa eleitoral, pesou em sua decisão a gravidade da situação financeira de um estado quebrado como Minas. A renegociação da dívida de Minas que renegociou não foi uma solução definitiva. 

 

 

 

Desse desafio, o pré-candidato a governador do Republicanos, Cleitinho Azevedo, também teme aceitar a disputa e não encontrar a solução para esse problema. Os próximos quatro anos de governo serão engessados. Por isso, ele tem sido aconselhado apensar duas vezes e seguir o caminho de Pacheco, já que não teria imagem nem perfil de executivo.

 

 


Além da questão econômica, outro agravante influencia a decisão de Cleitinho: a falta de uma aliança que lhe garanta tempo de televisão para se comunicar. Estava animado com a aliança com o PL de Flávio Bolsonaro, mas há forte oposição interna. 

Nikolas veta Cleitinho

Uma das principais lideranças do PL mineiro, o deputado federal Nikolas Ferreira acertou com o ex- presidente Bolsonaro, na Papudinha, os rumos do partido em Minas. Pelos planos dele, não há espaço para aliança com Cleitinho, que poderia atrapalhar seus planos. Nikolas quer o caminho livre para 2030, quando pretende disputar o governo de Minas. Ele apoia Simões, que não poderá ser candidato à reeleição, ao contrário de Cleitinho, se eleito.

 

 

PT pesquisa oito nomes

Após a recusa de Pacheco em ser candidato a governador, o PT mineiro recebeu a missão de encontrar um plano B. Para isso, contratou instituto de pesquisa que fará medição qualitativa entre oito nomes de possíveis aliados e encontrar o pré-candidato mais competitivo. Desses oito, quatro são filiados ao PT e outros são de partidos aliados. Os petistas são os deputados federais Reginaldo Lopes e Patrus Ananias e a ex-reitora da UFMG Sandra Goulart. Do PSB, Jarbas Soares e Josué Gomes (Alencar); do PDT, Alexandre Kalil e do MDB, Gabriel Azevedo.

A pesquisa qualitativa não aponta o percentual de intenções de voto, mas o perfil, imagem e potencial de cada um deles perante grupos sociais. A sondagem poderá ser, ao mesmo tempo, uma formalidade para cumprir etapa e prestar satisfação. Por quê? A direção estadual já decidiu que vai de candidatura própria, convencida de que não há nomes mais competitivos fora do partido. Kalil pontua bem nas pesquisas, mas não quer aliança com os petistas; boa parte dos petistas, não querem Kalil.

 

Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press – 23/8/24


“Não quero ser vice”

Essa é a resposta do ex-procurador geral de Justiça de Minas e pré-candidato a governador pelo PSB, Jarbas Soares, a quem procura para ser candidato a vice. 

Mulheres no comando

Inédito na história de Minas, três mulheres comandam hoje as forças de segurança do estado. Na Polícia Militar, a chefia é da coronel PM Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues; no Corpo de Bombeiros, a comandante-geral é a coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan, e a delegada-geral Letícia Baptista Gamboge Reis é quem dá as ordens na Polícia Civil. Também no secretariado de 20, sete são mulheres.

Zema: fardo para Simões

Por questão de lealdade, o governador Mateus Simões, pré-candidato a governador pelo PSD, tem tolerado as estrepolias do ex-governador Zema. Para aliados, são “trapalhadas”. Ele tem atrapalhado, por exemplo, a aliança de Simões com o PL do pré-candidato presidencial, Flávio Bolsonaro, mesmo que informal. Zema tem criticado consecutivamente o bolsonarista pelo envolvimento com o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro. Os bolsonaristas não querem mais saber de Zema e, por consequência, de seus aliados, como Simões.

Conflitos entre Novo e Zema


Da mesma forma, direções do Partido Novo de outros estados estão revoltadas com Zema. Eles querem aliança com o PL de Flávio Bolsonaro, mas o ex-governador tem atrapalhado. As divergências vêm de longe. Em 2020, a direção nacional do Novo recorreu ao STF contra a intenção de Zema de conceder reposição salarial a policiais acima da inflação.

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BH sedia, desde ontem e até o próximo dia 3, a 10ª edição do Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais, um dos mais relevantes encontros internacionais sobre administração tributária. Com o tema “Um Novo Paradigma Fiscal: Cooperação, Justiça e Futuro”, o evento reunirá mais de 60 palestrantes e painelistas, de países como Brasil, Portugal, Espanha, Moçambique e Cabo Verde. Os debates acontecem no Minas Tênis Clube I. A promoção é da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), Apit e Unafisco Nacional, tendo como anfitriões a Affemg e o Sindifisco-MG.

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