Prestes a definir, junto com seu partido, o apoio na eleição estadual, o prefeito de BH, Álvaro Damião (União), disse que sua posição será tomada em favor da capital mineira. Segundo ele, nada foi definido porque não há definição do quadro e sinalizou que não tem motivos para apoiar a pré-candidatura do governador Mateus Simões (PSD). “Quero saber o que vão fazer para Belo Horizonte, porque o atual governo não fez absolutamente nada. Não há nenhuma obra que você passe diante dela e diga que é do governo do estado”, disse Damião durante palestra no Conexão Empresarial da revista Viver Brasil.
Descartou preferências em sua decisão. “Ideologia, zero. O meu desafio é resolver os problemas da minha cidade”. Reconheceu que a falta de diálogo, brigas e vaidades só prejudicaram a capital, que ficou sem a ampliação do metrô e outros benefícios.
Já Mateus Simões (PSD) afirma que tem a garantia de apoio do União Brasil/PP por meio dos presidentes nacionais das legendas. “Os presidentes nacionais do União e do PP decidiram que em Minas Gerais quem comandaria a federação era o União Brasil. E eu fui escolhido pelo presidente Antonio Rueda (do União) para ser essa pessoa. Não definimos nada porque não tem nada definido. Nós não temos que ter essa pressa", declarou.
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Dubiedade sobre morador de rua
Ainda no encontro, Álvaro Damião, contestou que tenha prometido vetar o PL da internação involuntária. Em vez de sancionar ou vetar, optou por uma terceira saída, devolvendo a responsabilidade para a Câmara. “É lá que são feitos os debates”, justificou. Avaliou que muitos moradores de rua não teriam condições, “naquele momento”, de decidir o que é melhor para eles e que, talvez, a internação poderia ajudar. “Não pode virar as costas. Isso aí eu defendo. Agora, pegar as pessoas indiscriminadamente, só porque estão na rua, não”, avaliou o prefeito. Sua posição foi criticada pelo Fórum Mineiro de Saúde Mental. “Isso é jogar abaixo todas as conquistas históricas dos movimentos sociais de defesa dessas pessoas em situação de rua e da luta antimanicomial pela garantia dos direitos dessa população”.
Pacheco não confia no PT
Aliado de Lula, o senador e pré-candidato a governador pelo PSB, Rodrigo Pacheco, não quer ficar nas mãos do PT. Essa seria uma das razões para não assumir a candidatura. Se aceitasse, teria que confiar na boa vontade dos petistas em fazer a aliança e, principalmente, liberar o fundo partidário para financiar a campanha, já que seu partido, o PSB, não tem recursos. Exemplos não lhe faltariam. A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), teve, ou ainda tem, graves problemas com setores nacionais e estaduais do partido. Defensora de sua candidatura, a mesma Marília o negou nesta semana, quando ele admitiu ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, que não é candidato. Imediatamente, a ex-prefeita passou a defender o lançamento do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil. Após a derrota de Lula no Senado, na indicação de Jorge Messias ao STF, Pacheco foi bombardeado por críticas de petistas que colocaram nele parte da responsabilidade. Os petistas também não confiam em Pacheco e só iriam aderir pela decisão do presidente Lula de apoiá-lo.
Zema: “traíra e oportunista”
Zema deu recuada depois dos ataques dirigidos a Flávio Bolsonaro, que pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para produzir filme sobre o pai dele. A mudança de tom não foi adotada porque o ex-governador perdoou o ex-aliado, mas por conta das reações nas redes sociais, onde foi tachado de “traíra e oportunista” pelos bolsonaristas. Achou melhor “virar a página”.
Minha casa, minha vida no Texas
De acordo com os jornais O Globo e a Folha e S. Paulo, o fundo ligado ao advogado Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, comprou em fevereiro uma casa em Arlington, no Texas, região onde vive o parlamentar cassado. O advogado recebeu R$ 11,3 milhões do banqueiro Vorcaro com o objetivo de financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sindicato e a dignidade no trabalho
Ao tomar posse, na sexta-feira (15), no Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância de Minas, o novo coordenador-geral, Felipe Rodrigues, avaliou o sentido de sindicato no mundo do trabalho. “Houve um tempo em que trabalhar era penúria extrema. Escravidão, trabalho infantil, jornadas extenuantes, salários miseráveis. Hoje, graças à luta dos trabalhadores, nosso trabalho tem um sentido muito maior que o da mera sobrevivência”, atestou, contestando o modelo econômico que, ávido por produção, atropela o sentido pessoal de quem trabalha. Diante disso, abriu a gestão do próximo triênio, cobrando do TJMG, o fim do congelamento das carreiras com a campanha #DestravaPV.
Boulos vem a BH contra jornada 6x1
Sindicatos e aliados estão mobilizando aliados para participarem da audiência pública em BH, na próxima quinta-feira, do ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos, sobre a campanha pelo fim da escala de trabalho 6x1. A votação da matéria, em Brasília, está prevista para o próximo dia 27 de maio.
Deputados ouvem Djonga
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No discurso da homenagem que recebeu, na Assembleia Legislativa, no dia 11, o rapper belo-horizontino Djonga exaltou a importância do hip-hop na sua vida. “Graças ao hip-hop, venci minha síndrome de pânico pelas coisas horríveis que vivi. Não fosse ele, não teria “fogo nos racistas”, disse, destacando a frase que marcou um de seus maiores sucessos (“Olho de tigre”), que deixou muita gente incomodada. A metáfora usada foi uma reação de sua poesia ao fogo real disparado contra crianças nas favelas do país e que não assusta muita gente.
