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Orion Teixeira

Por que Cleitinho lidera pesquisas e Simões não decola

Vice-governador que, no próximo dia 22, será governador, Simões irá atrair para si um dos maiores defeitos da atual gestão, a falta de comunicação

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Numa avaliação simplificada, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera as preferências porque sabe fazer a comunicação e a performance aprovadas pela maioria do eleitorado. Pelas redes sociais, diz o que pensa e ataca, sem cerimônias, o que considera errado entre as inúmeras coisas erradas que afetam a todos cotidianamente. Ele fez e faz isso com a coerência do deputado estadual que foi e do senador que é. Não há notícias de outras competências dele.

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Junte-se a isso o recall (lembrança de campanha passada) e a votação recente de 4 milhões para senador, em 2022, deixando-o bem conhecido, passo fundamental para um candidato. Quem o aprova não está preocupado se ele está preparado para o desafio ou não. Por quê? Porque as coisas erradas que ele tanto critica estão sendo gerenciadas por alguém, que ganhou a última eleição, disse que tinha competência para fazê-lo.

Já o concorrente Mateus Simões (PSD) experimenta situação totalmente inversa. Ele se diz mais preparado do que Cleitinho, é pouco conhecido e, apesar da formação acadêmica e técnica, está longe de saber se comunicar. O desconhecimento em alguns casos é até estimulante por representar também baixa rejeição, o que não é o caso dele.

Vice-governador que, no próximo dia 22, será governador, Simões irá atrair para si um dos maiores defeitos da atual gestão, a falta de comunicação. Tanto é que os índices de avaliação de Zema são maiores do que o de sua gestão. Simões já identificou parte do problema e, como primeiro ato, vai trocar a comunicação oficial, comandada pelo seu ex-partido, o Novo. Se conseguir melhorar a imagem do governo que comandará, a mudança beneficiará sua futura candidatura. Tem só cinco meses para isso.


Briga pela segunda vaga

Segundo o diretor da F5, Domilson Coelho, a grande disputa, hoje, é para saber quem será o segundo lugar na corrida pelo governo. “Esse segundo colocado ainda é desconhecido. Se essa configuração de nomes se mantiver, há chances de surgir alguém para disputar diretamente com o Cleitinho”. Pelos números, divulgados pelo Estado de Minas, estão cotados Pacheco e Kalil para o duelo final.


Aro também não decola

Apesar do intenso uso da comunicação de TV, o secretário de Governo de Zema, Marcelo Aro (PP), obteve baixa posição nas primeiras pesquisas ao Senado. Aliados esperavam que ele despontasse como líder isolado. Aro costuma se gabar de ter o apoio da maioria dos prefeitos, mas, como se diz, a coisa não funciona assim. Não é só traição. Mais do que quaisquer outros, os prefeitos sabem para onde sopra o vento e, na hora certa, em qual canoa irão pisar. Em Brasília, o tititi é que, se a coisa continuar assim, ele poderá levar o União Brasil/PP, federação que integra, a apoiar Cleitinho, o favorito nas pesquisas, e disputar o Senado em sua chapa.


Marília traída pelo próprio PT

Apesar de ser um dos melhores quadros do PT, e com boas chances de ser eleita senadora, a prefeita Marília Campos (Contagem) volta a ser boicotada pelo próprio partido. Mede-se o interesse de um partido sobre determinada pré-candidatura pelo valor e volume de recursos financeiros que investe. Até onde se sabe, nada chegou por ali. Existem várias razões, a melhor está com a tesoureira nacional do partido há mais de seis anos, a mineira de Divinópolis, Gleide Andrade.
Aécio surpreende

A posição do deputado federal Aécio Neves nas pesquisas surpreendeu os aliados dele. Ex-governador de Minas, ele se preparava para deixar a disputa eleitoral e cuidar apenas da sobrevivência do PSDB que preside. Em outra frente, o nome de Aécio surgiu nas conversas vazadas de Daniel Vorcaro. O banqueiro o atacou, mas não por envolvimento do tucano nas fraudes que liderou. A reação foi de marido traído.

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Aviso aos pré-candidatos

Com o risco de atropelar a legislação, a disputa começou há muito e, neste 12 de março, faltam somente seis meses e 24 dias para a votação do próximo 4 de outubro. É um tempo muito reduzido para a maior parte daqueles que estão abaixo da linha de eventual segundo turno. Enganam-se aqueles que, por causa própria ou outra, desprezarem os resultados das duas primeiras pesquisas para governador divulgadas pelos institutos F5, por este jornal, e Paraná Pesquisas. Elas reafirmam sinais e até orientações para quem se dispuser a avaliar os seus dados, especialmente pela possibilidade de ajustes urgentes já que a campanha ainda está no começo.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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