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Orion Teixeira

Perto de virar governador, Simões ameaça até o Judiciário

Mateus Simões já está colocando as manguinhas de fora e dando sinais de que é um "perigo" e que espalha medo

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A pouco mais de trinta dias de assumir a cadeira de governador, o vice Mateus Simões (PSD) já está colocando as manguinhas de fora e dando sinais de que é um “perigo” e que espalha medo. Em menos de 30 dias, ele comprou briga com cerca de 10, entre opositores, aliados e até instituições como o Poder Judiciário.

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O estresse político começou, no início do ano, com a perda de importantes aliados para a campanha eleitoral. No mês passado, Simões contava com o maior tempo de TV e rádio para o horário gratuito eleitoral. De janeiro para fevereiro, perdeu os cerca de 20 minutos diários que a aliança com a federação União Brasil/PP lhe daria. Para quem está no governo e quer continuar, o tempo é fundamental para dar explicações.

União Brasil e o PP pularam fora da canoa dele e se preparam para receber o pré-candidato Rodrigo Pacheco (PSD). Caso esse não seja candidato, já sondaram Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça de Minas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e, entre outros, o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT). Para o novo presidente estadual do União, Rodrigo de Castro, todos, menos Mateus Simões.

Com problemas de desempenho nas pesquisas, que o leva até a procurar um terceiro marqueteiro, Simões parece assustado. Daí, o estresse e a agressividade. No dia 15 de janeiro último, comprou briga com a Associação Mineira de Municípios e seu presidente, Luís Falcão (prefeito reeleito de Patos de Minas, no Alto Paranaíba).

A entidade congrega mais de 800 cidades. Em seguida, peitou a esposa do dirigente municipalista, a deputada estadual Lud Falcão, que era, até então, vice-líder do governo Zema. O clima azedou e o vice ganhou nota de repúdio da bancada feminina da Assembleia e uma nota oficial do Legislativo, não assinada, reprovando o que chamou de desrespeito à independência da parlamentar.

Na semana passada, concedeu entrevista a este jornal e disparou outros seis ataques. Primeiro, contra o PT (alvo preferencial), depois, o senador Rodrigo Pacheco (PSD), os aliados Nikolas Ferreira (PL) e Cleitinho. Sobrou ainda para o concorrente e ex-amigo Gabriel Azevedo e seu partido, o MDB. No fim da mesma semana, Simões não se conteve. Algo lhe subiu à cabeça e ameaçou impor limites a juízes e desembargadores por discordar de uma decisão liminar.

Como ex-professor de direito, ele sabe que os compêndios mais básicos, assim como o devido processo legal, ensinam que cabe recurso contra sentenças que desagradam. Preferiu o ataque no pior estilo bolsonarista. Como tal, tira nota 10; como operador de direito que é, a nota é zero.

Outro incômodo do futuro governador foi constatar que o governo que está herdando de Zema está rachado em três comandos. O dele próprio; outro de Marcelo Aro, secretário da Casa Civil, e um terceiro comandado por ninguém. Já teria dado aviso geral, que, a partir de sua posse, haverá comando único, como me adiantou um interlocutor próximo a ele. A tolerância está se esgotando, daí a sucessão consecutiva de erros.


A Galinha e o pato

“A política pode muito, mas não pode tudo”, como disse o próprio Simões ao treplicar Lud Falcão, no final de janeiro, mas ditados populares ensinam muito. Um deles diz o seguinte: “Galinha que acompanha pato morre afogada”. Ainda novato no ramo, o vice tem que entender que a política não é feita por anjinhos. Se o União Brasil o decepcionou ao romper possível acordo, é preciso lembrar que Zema e Simões se elegeram por conta da decepção do eleitor com a política “velha”, a mesma que eles agora querem abraçar para se manter no poder.


Acordão impõe rearranjo nacional

No meio da operação política abafa do banco Master, os líderes do Centrão fizeram acordo com o presidente Lula (PT) e acertaram não lançar candidatos presidenciais neste ano. O pacto envolve os partidos União Brasil, PP e o MDB. Na segunda passada, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participou do 1º Conexão Empresarial do ano (grupo Viver Comunicação), em BH, e não conseguiu dizer se estará ou não na chapa de reeleição. Os rearranjos nacionais admitem até trocar Alckmin por um nome do MDB, o mesmo partido que, como vice, deu golpe na ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016.

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Crea-MG fiscaliza o Carnaval

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MG) encerra nesta sexta (13) uma força-tarefa para fiscalizar e reforçar a segurança dos foliões neste carnaval. A operação envolve a verificação de responsabilidade técnica de estruturas e serviços diretamente ligados à realização da festa. Os fiscais do Crea-MG irão conferir se palcos, arquibancadas, camarotes, trios elétricos e sistemas elétricos possuem projetos, execução e acompanhamento de profissionais e empresas legalmente habilitados. A ação envolve BH e cerca de 160 municípios.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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