Marcelo de Assis
Marcelo De Assis
Jornalista, pesquisador musical desde 1984, Marcelo de Assis já escreveu para grandes portais como o Terra, IG e Claro Notícias. Em sua carreira coleciona inúmeras entrevistas com grandes nomes da música nacional e internacional. Ele também é membro do Gr

Alê dá toque brasileiro a "I Will Survive", clássico de Gloria Gaynor

Artista transforma um dos maiores hinos de resistência e superação em encontro que une a energia da disco music e a sonoridade do samba brasileiro

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Alê apresentou nesta quinta (29), às 21h, uma nova leitura de “I Will Survive”, clássico eternizado por Gloria Gaynor, transformando um dos maiores hinos de resistência e superação da música pop em um encontro que une a energia da disco music e a sonoridade do samba brasileiro.

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Produzida por Julinho Teixeira, a versão preserva a essência, a melodia e a força emocional da gravação original, mas ganha uma assinatura própria. Ao longo da faixa, o arranjo surpreende com uma virada que incorpora referências do samba, criando uma ponte natural entre o clássico internacional e um dos gêneros mais populares da música brasileira.

No dia 30 de outubro, às 11h, Alê também estreia o clipe de “I Will Survive” em seu canal oficial no YouTube. O audiovisual, que foi dirigido por Vitor Granja, traz a participação da de Ana Flávia Barcellos (@naflaviab), musa da comunidade do Salgueiro.

Sobre a chegada do novo single, Alê disse: “‘I Will Survive’ nunca fez tanto sentido. Essa música fala sobre resistência, sobre liberdade e sobre a coragem de continuarmos sendo quem somos. E eu quis trazer tudo isso para o nosso ritmo, porque o brasileiro tem essa capacidade de transformar até os momentos mais difíceis em música. A gente chora, luta, se reinventa e, quando percebe, já está dançando de novo. Sobrevivemos!”

Lançada originalmente por Gloria Gaynor em 1978, “I Will Survive” nasceu como lado B de um single e, impulsionada pela resposta do público e dos DJs, tornou-se um fenômeno mundial. Escrita por Freddie Perren e Dino Fekaris, a música venceu o Grammy de Best Disco Recording e, décadas depois, foi selecionada para o National Recording Registry da Library of Congress por sua relevância cultural, histórica e estética. Mais do que um hit da era disco que atravessa gerações, “I Will Survive” tornou-se um símbolo de independência, resistência e recomeço, abraçado especialmente por mulheres e pela comunidade LGBTQIAPN+.

A escolha da música também dialoga com o momento artístico de Alê, cantor que vem consolidando sua identidade dentro do pop brasileiro, explorando diferentes sonoridades sem abandonar uma interpretação vocal marcada por personalidade e emoção. Depois de trabalhos como “Som do Alê”, “AMA EU” e do EP “Tô Bem, Não Sei, Foda-se”, além de singles que conquistaram espaço nas rádios pop, o artista abre uma nova frente em seu repertório ao revisitar um clássico mundial sob uma perspectiva contemporânea e brasileira.

Em “I Will Survive”, Alê não busca simplesmente reproduzir um clássico. A proposta é reconhecer a força do original e, a partir dela, construir uma versão com sua própria identidade: pop, brasileira, dançante e surpreendente.


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