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Fundador da SendFlow e UnniChat participou de duas palestras sobre segurança, golpes e as novas regras de cobrança do WhatsApp durante o maior festival de empreendedorismo digital da América Latina
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Luiz Santos encerrou sua participação no Hotmart FIRE 2026 com duas apresentações voltadas a problemas que hoje atingem diretamente empresas que usam o WhatsApp como canal de vendas e relacionamento: o avanço dos golpes dentro das operações digitais e as mudanças na forma como a Meta cobra pelo uso profissional da plataforma.
Realizado entre os dias 10 e 12 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte, o Hotmart FIRE reuniu cerca de 10 mil participantes, mais de 140 palestrantes e mais de 100 horas de programação. A própria organização define o encontro como o maior festival de empreendedorismo digital da América Latina.
Para Luiz, porém, a participação teve um peso adicional. Fundador da SendFlow e da UnniChat, o empresário chegou ao FIRE levando para o palco dados de uma operação que já ganhou escala no mercado digital brasileiro. Juntas, as plataformas sustentam mais de 15 mil números de WhatsApp e processam aproximadamente 170 milhões de mensagens todos os meses. Na apresentação oficial do evento, a Hotmart descreveu a infraestrutura comandada por Luiz como estando por trás de R$ 3 bilhões em compras.
Uma das palestras colocou no centro da discussão um problema cada vez mais caro para quem vende pelo WhatsApp: os golpes. Perfis falsos, abordagens privadas, clonagem de identidade, links fraudulentos e criminosos infiltrados em grupos podem transformar uma operação de vendas em uma crise de reputação e prejuízo financeiro.
Luiz mostrou como tecnologia e processos podem ser usados para reduzir esse risco, conectando o problema à experiência acumulada pela SendFlow na gestão de grupos e comunidades. A plataforma trabalha com recursos como monitoramento, identificação de comportamentos suspeitos e mecanismos de proteção para operações que movimentam grandes volumes de contatos. A própria SendFlow mantém materiais e ferramentas voltados à prevenção de fraudes em grupos de WhatsApp.
A segunda participação colocou dinheiro na discussão. Luiz abordou as mudanças na precificação da API oficial do WhatsApp e o impacto que as novas regras podem provocar no caixa de empresas que utilizam o aplicativo para atendimento, vendas e pós-venda.
Uma das alterações previstas pela Meta passa a atingir, a partir de 1º de outubro, mensagens de serviço enviadas por empresas dentro da janela de atendimento, inclusive em conversas iniciadas pelo próprio consumidor. Na prática, negócios com milhares de interações precisarão rever fluxos, automações e a própria conta de quanto custa manter uma operação comercial baseada no WhatsApp.
É justamente nessa fronteira entre tecnologia e resultado financeiro que Luiz vem construindo seus negócios. SendFlow e UnniChat atuam em pontos diferentes da operação, passando por automação de grupos, CRM, atendimento, organização de contatos e uso da API oficial do WhatsApp. Mais do que vender software, o empresário transformou problemas recorrentes de quem vende no digital em produtos tecnológicos de escala.
A participação dupla no FIRE reforçou esse posicionamento. Em vez de uma discussão abstrata sobre inteligência artificial ou automação, Luiz levou ao evento temas que já interferem diretamente em faturamento, segurança e margem das empresas.
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E talvez esteja aí a mudança mais importante do mercado: para quem movimenta milhares de clientes pelo WhatsApp, automação deixou de ser apenas ferramenta de produtividade. Virou infraestrutura de negócio.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.