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Luiz Kingsman completa 30 anos nesta sexta-feira (4), celebrando uma trajetória marcada pela música, pela arte drag, pela advocacia e pela atuação em defesa dos direitos humanos. Nascido em João Alfredo, no interior de Pernambuco, Luiz Henrique do Nascimento Moura construiu, ao longo das últimas décadas, caminhos profissionais e artísticos distintos que hoje fazem parte de uma mesma história.
Como Luiz Kingsman, ela é cantora, compositora e drag queen, com quatro álbuns lançados, apresentações em eventos ligados à cultura e à diversidade LGBTQIA+, passagem pelo Rock in Rio e uma participação no Galo da Madrugada. Fora dos palcos, Luiz é advogado, pesquisador e atua em espaços ligados à defesa da diversidade sexual e de gênero.
A trajetória começou em Pernambuco. Ainda jovem, Luiz deixou João Alfredo e seguiu para São Paulo depois de conquistar uma bolsa de estudos para cursar Direito. Foi na capital paulista que ele teve contato mais próximo com a cena drag e começou a se apresentar na noite.
A experiência como dançarino e a identificação com a performance abriram espaço para uma nova possibilidade de expressão. A arte, que inicialmente aparecia ligada às apresentações, passou gradualmente a ocupar também o campo musical.
Luiz Kingsman encontrou na música uma nova forma de expressão
Em 2017, Luiz Kingsman iniciou oficialmente sua trajetória como cantora e compositora. No começo, ela também ganhou notoriedade por apresentações como cover de Anitta, até desenvolver uma identidade artística própria.
Com o passar dos anos, Kingsman passou a explorar uma sonoridade que reúne elementos de pop, funk, brega funk, tecnobrega, reggaeton, R&B e trap. As apresentações também se destacam pelas coreografias e pela construção visual da personagem, dialogando com temas como liberdade, desejo, diversão e representatividade.
A discografia teve início em 2019, com Derruba Tudo. Em 2020, durante o período da pandemia, veio Jogação. Já em 2022, a cantora lançou Cabulosa, trabalho que teve entre seus destaques a faixa “Vogue de Bumbum”, que alcançou repercussão no iTunes Brasil.
Em 2024, Kingsman lançou Sexta Dose, seu quarto álbum de estúdio. O projeto reúne 13 faixas e conta com participações de artistas e produtores da cena independente.
Do Rock in Rio ao Galo da Madrugada
A carreira de Luiz Kingsman também passou por diferentes eventos relacionados à cultura e à diversidade LGBTQIA+. Ela participou de Paradas do Orgulho e de iniciativas culturais em diferentes cidades brasileiras.
Em 2022, a cantora esteve no Rock in Rio em uma ação ligada ao IDBR. Em 2024, voltou à cidade onde nasceu para participar da 1ª Semana do Orgulho LGBTQIAPN+ de João Alfredo, compartilhando experiências de sua trajetória e falando sobre superação e representatividade.
No ano seguinte, em 2025, Kingsman viveu outro momento importante ao estrear no Galo da Madrugada, no Recife. A cantora integrou uma programação que também contou com nomes como Romero Ferro, Pabllo Vittar, Lucy Alves, Mago de Tarso e Deize Tigrona.
A participação representou uma conquista artística e também um reencontro com uma das maiores manifestações culturais de Pernambuco, estado onde sua história começou.
O trabalho musical também rendeu reconhecimento no Prêmio da Música de Pernambuco. Em 2025, Kingsman foi indicada nas categorias Álbum Pop Rock, por Sexta Dose, e Videoclipe Pop, por “Gatinha de Sainha”.
Em 2026, ela voltou a figurar entre os indicados, desta vez na categoria Single Pop, com “Meu Desejo”, parceria com YANNARA.
Fora dos palcos, Luiz atua na área do Direito
Enquanto construía a carreira de Luiz Kingsman, Luiz Henrique do Nascimento Moura também avançava na formação e na atuação profissional no Direito.
Depois de concluir a graduação, ele passou a trabalhar como advogado e direcionou parte de sua atuação para questões relacionadas aos direitos humanos, à diversidade sexual e de gênero.
Atualmente, Luiz integra a Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero (CDSG) da OAB de Pernambuco e é vice-presidente da CDSG da OAB Subseção Ipojuca.
A relação com o tema também chegou à produção acadêmica. Luiz publicou artigo científico sobre a proibição das terapias de conversão no Brasil e suas implicações jurídicas e sociais, aprofundando discussões relacionadas aos direitos humanos e à diversidade.
Aos 30 anos, duas faces de uma mesma trajetória
A chegada aos 30 anos representa, para Luiz, um momento de olhar para tudo o que foi construído até aqui. De um lado, existe o advogado e pesquisador que encontrou no Direito uma área de atuação profissional e de defesa de direitos. Do outro, está Luiz Kingsman, cantora drag queen que transformou a performance em música e passou a ocupar diferentes espaços da cena cultural brasileira.
As duas experiências não precisam competir entre si. Pelo contrário, fazem parte de uma trajetória construída em diferentes momentos e que continua em movimento.
Do interior de Pernambuco para São Paulo e, posteriormente, de volta aos grandes palcos pernambucanos, Luiz percorreu caminhos que atravessam educação, Direito, arte, música e representatividade.
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Neste aniversário de 30 anos, Kingsman chega a uma nova fase com uma trajetória musical marcada por quatro álbuns, apresentações em grandes eventos e indicações a premiações. Luiz, por sua vez, segue desenvolvendo sua carreira na advocacia e aprofundando a atuação relacionada aos direitos humanos.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
