Marcelo de Assis
Marcelo De Assis
Jornalista, pesquisador musical desde 1984, Marcelo de Assis já escreveu para grandes portais como o Terra, IG e Claro Notícias. Em sua carreira coleciona inúmeras entrevistas com grandes nomes da música nacional e internacional. Ele também é membro do Gr

Curta 'C'est La Vie' mergulha no fim de um amor

Dirigido por Nandini Segreto e produzido em parceria com a ESPM - RJ, o curta explora o desgaste de um relacionamento de quatro anos e questiona como a falta de

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“Qual é a resposta para o fim de uma relação?”. É a partir dessa pergunta que nasce C’est la vie, novo curta-metragem dirigido por Nandini Segreto, protagonizado por Gabi Lemos e Ricardo Rodriguez, que aposta em uma narrativa sensível e intimista para retratar os silêncios, os desencontros e as feridas emocionais que surgem quando duas pessoas deixam de se comunicar.

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O filme acompanha Aline, interpretada por Gabi Lemos, e Bernardo, vivido por Ricardo Rodriguez, um casal que atravessa os momentos mais delicados de um relacionamento de quatro anos prestes a chegar ao fim. Quando Aline recebe uma proposta para morar em outro estado e seguir os próprios sonhos, ela passa a enfrentar um conflito interno entre a oportunidade que sempre desejou e o amor construído ao lado de Bernardo.

Mas o centro emocional da história não está apenas na possibilidade da separação. O verdadeiro desgaste surge da incapacidade do casal de conseguir se ouvir. Enquanto Aline sente que Bernardo nunca consegue se impor emocionalmente dentro da relação, Bernardo se afunda em sentimentos que jamais consegue verbalizar. Entre inseguranças, silêncios e interpretações mal resolvidas, o relacionamento começa a ruir mesmo diante da permanência do afeto.

Com atmosfera intimista e estética marcada por emoções contidas, C’est la vie propõe uma reflexão sobre vulnerabilidade, reciprocidade afetiva e comunicação dentro dos relacionamentos contemporâneos. O curta levanta uma pergunta universal: quantas histórias terminam não por ausência de amor, mas pela incapacidade de conversar?

Gabi Lemos entrega uma personagem intensa, emocional e constantemente dividida entre o amor e a necessidade de preservar a própria identidade. Já Ricardo Rodriguez constrói Bernardo com delicadeza e profundidade, revelando as fragilidades de alguém que sente demais, mas encontra enorme dificuldade em transformar sentimentos em palavras.

“Fazer a Aline foi algo muito especial porque essa história me encontrou num momento muito parecido com o dela. Acho que a arte permite exatamente isso: transformar sentimentos e vivências em algo que possa alcançar o outro. Em muitos momentos senti que eu e a personagem precisávamos comunicar as mesmas coisas, só que por perspectivas diferentes. E foi um processo muito coletivo. Como a trama acontece em apenas 24 horas, tudo dependia muito da entrega e da escuta entre os atores para construir relações profundas. Acho que todo mundo trouxe muita verdade para os personagens e isso fez muita diferença”, declarou Gabi Lemos.

A atriz também revelou que algumas das cenas mais intensas nasceram justamente da liberdade emocional construída durante as gravações.

“Teve uma cena de conflito muito forte entre a Aline e o Bernardo em que eu e o Ricardo sentimos que precisávamos deixar o momento fluir além do que estava no papel, e a diretora e o roteirista abraçaram isso. Foi um daqueles momentos muito vivos do set, que deixam a gente ansioso para ver o resultado em cena”, completou.

O elenco também conta com Gabriel Luiz no papel de Gabriel, irmão superprotetor de Aline, cuja relação conturbada com Bernardo amplia ainda mais as tensões emocionais da narrativa. Alexandra Líbero Lyra interpreta Glória, mãe de Aline e Gabriel, personagem marcada pelas próprias frustrações amorosas e pelos medos que projeta sobre a filha.

Vinicius Lessa vive Flávio, principal apoio emocional de Bernardo dentro da família, enquanto Duda Pannain e Enzo Campeão interpretam Roberta e Newton, casal que surge como contraponto ao desgaste vivido pelos protagonistas.

Mais do que uma história sobre término, C’est la vie se apresenta como um retrato honesto sobre tudo aquilo que deixamos de dizer quando ainda existia tempo para salvar uma relação.

Dirigido por Nandini Segreto, o curta traz roteiro assinado por Antonio Caldas e pela própria diretora, além de direção de fotografia comandada por Antonio Caldas. Carol Gregory assina como produtora e preparadora de elenco, enquanto Natália Lombello atua como produtora associada e assistente de direção.

Produzido em parceria com a ESPM-RJ como projeto de conclusão de curso, C’est la vie combina formação acadêmica com estrutura cinematográfica profissional, apostando em uma linguagem visual contemporânea e emocionalmente delicada.

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Atualmente em fase de pós-produção, o curta deve iniciar em breve sua trajetória por festivais audiovisuais e também prepara uma possível pré-estreia especial voltada a convidados.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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