Marcelo de Assis
Marcelo De Assis
Jornalista, pesquisador musical desde 1984, Marcelo de Assis já escreveu para grandes portais como o Terra, IG e Claro Notícias. Em sua carreira coleciona inúmeras entrevistas com grandes nomes da música nacional e internacional. Ele também é membro do Gr

Marketing de performance: como elevar seu valor de mercado na música

Utilize métricas de crescimento e eficiência para inflar o valor da sua marca artística e atrair propostas de negócios mais lucrativas

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Existe um bastidor pouco comentado no music business que define quem realmente enriquece: não é só talento, é estratégia. Hoje, o marketing de performance virou a ferramenta mais direta para inflar o valuation de um artista. E aqui vai o segredo: quem domina os números, domina o dinheiro.

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O valuation é basicamente o preço de mercado de um artista. É quanto ele vale para investidores, marcas e gravadoras. Antigamente, isso era subjetivo. Hoje, é matemática pura baseada em dados. E é aí que entra o marketing orientado por resultados.

O primeiro conceito-chave é o CAC, o custo de aquisição de cliente. Em termos simples, quanto custa conquistar um novo fã. Se um artista gasta R$ 10 para ganhar um seguidor que nunca compra nada, isso é prejuízo. Mas se esse mesmo fã gera R$ 100 em produtos, shows ou streaming, o jogo muda completamente.

Agora entra o LTV, que é o valor do tempo de vida do fã. É o quanto uma pessoa vai gastar com aquele artista ao longo dos anos. Um fã fiel pode comprar ingressos, camisetas, vinis e ainda gerar milhares de streams. Esse número é o verdadeiro ouro escondido do mercado.

Quando o LTV é alto e o CAC é baixo, o artista se torna extremamente lucrativo. É como um negócio que gasta pouco para vender e ganha muito com cada cliente. Isso faz o valuation disparar, porque investidores enxergam previsibilidade de lucro.

Outro ponto crucial é o ROI, o retorno sobre investimento. Ele mostra quanto dinheiro volta para cada real investido. Se um artista coloca R$ 50 mil em anúncios no YouTube e retorna R$ 300 mil em receita, o ROI é alto. Isso sinaliza eficiência, algo que gravadoras valorizam mais do que hype.

No centro de tudo está o funil de conversão. É o caminho que transforma um desconhecido em superfã. Começa no conteúdo curto, como YouTube Shorts ou TikTok, passa pelo engajamento e termina na compra. Quanto mais eficiente esse funil, maior o lucro.

É aqui que o growth hacking entra. Esse termo significa usar estratégias criativas e dados para crescer rápido. Pode ser um lançamento estratégico, um teaser bem posicionado ou uma campanha viral. Tudo pensado para escalar audiência sem aumentar custos na mesma proporção.

Outro indicador importante é o CTR, a taxa de cliques. Ele mostra quantas pessoas realmente se interessam pelo conteúdo. Se o público clica, engaja e compra, o mercado entende que existe um forte product-market fit, ou seja, a música está conectada com o desejo real das pessoas.

Quando tudo isso funciona junto, o artista conquista market share, que é a fatia de mercado. Em outras palavras, ele domina atenção e consumo dentro do seu nicho. Isso aumenta o poder de negociação com marcas, patrocinadores e plataformas.

Na prática, artistas que dominam marketing de performance conseguem transformar números em dinheiro de forma previsível. E previsibilidade é tudo no mercado. É o que faz um catálogo valer milhões, como se fosse um ativo que paga “aluguel” constante através de royalties.

No fim, o palco pode até mostrar sucesso, mas são os dados que constroem riqueza. O artista que entende isso deixa de ser apenas criador e passa a ser um negócio altamente lucrativo.

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E é exatamente isso que o mercado está disposto a pagar cada vez mais caro.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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