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Curvas não surgiu de um plano, mas sim de um momento. A música aparece em uma fase em que CHAMELEO encara, de frente, a própria inquietação. É sobre não conseguir ficar parado, sobre buscar algo que nem sempre tem nome. No meio disso, relações vêm e vão, intensas, rápidas, difíceis de segurar. A faixa traduz esse estado quase permanente de movimento, onde tudo acontece ao mesmo tempo e nada parece definitivo.
A música, que chega nesta quinta-feira (2), abre mais um recorte desse período do artista. A composição, assinada por Vivian Kuczynski, Pedro Bom e Gabriela Grafolin, nasceu de situações reais: idas e vindas entre São Paulo e Rio de Janeiro, encontros marcados pelo impulso e pela urgência. “Era tudo muito imediato. A gente vivia, depois entendia… e às vezes nem isso”, resume o cantor.
O processo de criação acompanhou esse ritmo. Em estúdio, a ideia não era lapidar demais, mas preservar a sensação crua das experiências. Com produção de Vivian Kuczynski, o som foi se construindo em camadas que crescem sem perder a espontaneidade. A mistura de pop, rock e indie aparece como reflexo desse momento híbrido, sem direção única. “A gente não quis polir demais. Quis deixar respirar, meio instável mesmo, como eu tava vivendo”, comenta.
Para CHAMELEO, a música também conversa com um comportamento mais amplo. “Tem uma coisa geracional aí. Essa necessidade de viver tudo, de testar limite, de não saber exatamente onde parar”, diz. “Ao mesmo tempo que é libertador, também cansa. E acho que ‘Curvas’ carrega um pouco desse conflito.”
O clipe acompanha esse contexto e amplia a leitura da faixa. Dirigido por SCOZ e Lucas Cobucci, o vídeo traduz esse momento do artista em imagens marcadas por excesso e vulnerabilidade.
Gravado no centro de São Paulo, em espaços como Love Cabaret e Andar de Cima, o projeto se ancora em ambientes reais da noite para construir sua narrativa. Lugares onde as histórias começam intensas e, muitas vezes, terminam sem aviso.
Com performances de pole dance e um elenco que interage diretamente com o artista, o audiovisual mistura encenação e experiências que parecem vividas. CHAMELEO atravessa esses cenários sem distanciamento, como parte daquele fluxo.
“O clipe é quase um retrato desse período”, explica: “Tem muita informação, muita gente, muita troca acontecendo. Mas, no meio disso tudo, ainda tem silêncio, ainda tem sentimento. Era importante mostrar esse contraste.”
O clipe estreia hoje, às 21h:
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