Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Uma infância nômade, relações de afeto em constante transformação e um talento musical desenvolvido já na fase adulta moldaram a perspectiva única de Dani Mã – um artista que transita entre o interior da Bahia e cidades das Américas com a mesma fluidez com que navega a própria jornada musical.
Nesse fluxo do entendimento das suas próprias potencialidades, somado ao seu amadurecimento artístico, que Dani Mã lança Arquitetando o Caos, seu quinto álbum.
As faixas do novo trabalho trazem temas com preocupações ambientais (Pra Peixe), questionamentos à revolução digital (Dando Like), elogio à capacidade humana de se organizar pelo afeto (Mar Aberto Aqui), além de uma mensagem constante da defesa de utopias e da força criadora que pode estar presente no caos.
"Eu sempre conversei muito com minhas loucurinhas para produzir músicas. Nesse meu processo de amadurecimento musical tenho aberto mão de complexidades composicionais para me relacionar melhor com o público. Algo que eu chamo de tecnologia social do afeto. É isso que está presente no 'Arquitetando o Caos'. É um espaço de encontro comigo mesmo e com aqueles de coração atento", explica Dani Mã.
Ainda que na direção de um som acessível, o artista também propõe letras em camadas de profundidade que convidam o ouvinte a mergulhar em seu universo particular e desvendar múltiplas mensagens nas canções.
"Quando eu consigo criar uma frase que gera uma ambiguidade, trago outras semânticas e isso traz um prazer poético enorme. Mas doso isso com discursos mais diretos. Afinal, a atenção é um bem precioso hoje em dia", afirma.
Apesar de apreciar a forma e cuidar com zelo da estética musical, Dani Mã se diz mais preocupado, hoje, em organizar os afetos diante de uma série de incertezas que permeiam a experiência humana na Terra.
"Meu desejo é instrumentalizar a esperança pelo afeto e pela empatia. Não é uma utopia louca. Minha arma é uma caneta e o que consigo fazer por meio dela são canções que expõem uma série de dificuldades, mas apresentam esperanças de mudança. O som é pra frente, swingado e assim, tá longe de ser um álbum deprê. Mas também não fiz um álbum sem provocações. Eu flutuo nesse espaço, me permitindo ser vulnerável, para conseguir me comunicar e tocar o outro", sintetiza.
Confira:
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
