Marcelo de Assis
Marcelo De Assis
Jornalista, pesquisador musical desde 1984, Marcelo de Assis já escreveu para grandes portais como o Terra, IG e Claro Notícias. Em sua carreira coleciona inúmeras entrevistas com grandes nomes da música nacional e internacional. Ele também é membro do Gr

Jessik integra música, literatura e ação social em sua trajetória

Propósito e versatilidade são o norte da carreira da cantora através da fé, emoção e força feminina

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É raro encontrar uma artista que transite com naturalidade entre a música, a literatura e o impacto social. JESSIK — nome artístico de Jessika Gonçalez — é uma dessas exceções. Atuando entre Brasil e Estados Unidos, ela tem construído uma proposta artística que ultrapassa o entretenimento e se enraíza em uma necessidade: provocar reflexão.

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O livro Aceitando a Realidade, que marcou sua incursão na literatura, tornou-se o primeiro passo de uma iniciativa social inédita desenvolvida pela própria autora: Embracing Reality. Com o projeto, JESSIK oferece kits contendo exemplares da obra para pessoas em situação de rua na Califórnia (EUA). A ideia surgiu, segundo ela, ao observar o silêncio das ruas e perceber que a arte — quando ganha forma de palavra — pode funcionar como companhia.

“Com o livro, é como se eu entregasse mais do que páginas: eu entrego presença”, afirma a artista.

Enquanto o impacto literário segue alcançando vidas, um segundo capítulo está sendo preparado nos bastidores do Studio Plano 7. Ali nasce Direção, novo álbum que promete reposicionar a sonoridade de JESSIK. A faixa "Livra-me de Mim", primeira amostra do projeto, apresenta uma estética mais madura, combinando pop rock e elementos emocionais que reforçam sua voz como canal de vulnerabilidade e força.

O álbum tem produção de Flávio Souza, nome experiente do cenário gospel, com passagens ao lado de PG. O trabalho contará ainda com participações de Dale Thompson (Bride), PG e Jean Carllos (Oficina G3).

Para quem acompanha sua carreira, a expansão não surpreende. JESSIK sempre foi plural: já cantou romance, eletrônicos festivos, músicas espirituais e baladas profundas. Agora, porém, ela parece dar mais um passo — menos para os holofotes e mais em direção ao propósito que a move.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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