MIAMI (EUA) – A classificação do Brasil foi dramática, sofrida e praticamente no último lance do jogo. Coube a Martinelli, que entrou no segundo tempo, marcar o gol da virada, depois que Casemiro empatou, pois o Japão vencia por 1 a 0, gol de Sano. Nosso time é um bando em campo, fraco, mal treinado e com vários ex-jogadores em atividade. Nosso goleiro não pega uma bola. Casemiro não marca ninguém e só chega atrasado. Danilo é péssimo. Paquetá, outro que nada acrescenta. No fim, com todos esses problemas, prevaleceu a ingenuidade do Japão e o peso da camisa brasileira.

 

 

Um primeiro tempo horroroso do Brasil, sem jogadas, sem qualidade, com ex-jogadores em atividade como Danilo e Casemiro, além dos inexpressivos Paquetá e Cunha. Os japoneses entram disciplinados, marcando bem, dando a posse de bola ao Brasil, esperando uma chance de contra-ataque.

Nada funcionava para o time brasileiro, que tocava bola de um lado para o outro, sem objetividade. Os japoneses, bem seguros e conscientes do que deveriam fazer, não rifavam a bola. Tocavam de pé em pé, num esquema tático bem definido: 5-4-1. Porém, quando tinham a bola, atacavam em bloco.

O Brasil era um bando em campo. Ryan não conseguia driblar. Na esquerda, Paquetá embolava com Vini Júnior, enquanto nossos defensores estavam inseguros. E foi numa insegurança que o péssimo Danilo errou um passe no meio-campo e provocou um contra-ataque mortal para o Japão. Sano roubou a bola, avançou sem marcação do lento Casemiro, sem o combate de Magalhães e Marquinhos, e chutou no canto direito.

O que vai no gol entra e Alisson não iria negar sua fama. Japão 1 a 0. Esse goleiro não faz uma defesa difícil. Vergonha. O goleiro japonês foi um mero espectador, enquanto Ancelotti, sentado no banco, nem forças para reagir tinha. Deveria ter mudado o time na parada para hidratação. A esperança para o segundo tempo era de mudanças radicais, com as entradas de Neymar, Endrick e Luiz Henrique.

O péssimo Paquetá saiu machucado e Endrick entrou em seu lugar. Onde está o Neymar? Veio passear? Por quê Ancelotti não pôs logo Luiz Henrique e Neymar? Nosso time é passivo, inerte, sem corpo e alma. A entrada de Endrick melhorou o time. O Brasil era lento, não tinha envolvimento de seus jogadores. Parecia um amistoso para eles. A melhor jogada foi uma cabeçada de Bruno Guimarães, que Suzuki defendeu.

Casemiro quase empatou em cabeçada que a defesa japonesa fez milagre. No lance seguinte, cruzamento e Casemiro empatou 1 a 1. Até que enfim! O Brasil entrou no ritmo e Vini Júnior, em belíssima jogada, mandou na trave. Os japoneses arriscaram um chute e Alisson quase confessa. Que goleiro horroroso.

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Martinelli, outro que é fraco, entrou na vaga de Cunha. Cadê o Neymar? Veio a parada para a hidratação. Mais uma chance para Ancelotti acertar o time. O tempo passava, a torcida estava ansiosa e angustiada. A prorrogação se aproximava. A bola aérea era o trunfo do Brasil, mas foi no chão que fizemos o 2 a 1. Martinelli, no finalzinho, recebeu e chutou. A bola bateu na trave e entrou. Brasil nas oitavas, num jogo dramático. Que venha a Noruega ou a Costa do Marfim, domingo que vem, no Met Life Stadium.

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