ORLANDO – Três derrotas, dois empates e quatro vitórias, esses são os números de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira. Não que eu queira a sua saída, longe disso, mas se fosse qualquer outro técnico brasileiro, estaria na rua, demitido.
Ancelotti é considerado o melhor técnico do mundo, mas, na carreira, só ganhou com os gigantes europeus: Milan, Real Madrid, Bayern de Munique, PSG e Chelsea. No Napoli, time com pouca estrutura, fracassou, assim como no Everton, da Inglaterra. Sem bons limões não se faz uma boa limonada, E a safra brasileira é a pior da história.
Em dezembro, no sorteio dos grupos, eu questionei o treinador sobre o fato de não termos jogadores protagonistas no Escrete Canarinho. Ele retrucou: “Temos, sim. Alisson, Marquinhos, Vini Júnior, Raphinha...”. Até gosto dos dois últimos, mas só vejo Vini Júnior como a grande fera. Ganhou tudo no Real Madrid, fazendo gols decisivos. Na Seleção, porém, não consegue reeditar suas grandes atuações.
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Estamos há 24 anos sem ver a cor da Copa Fifa, e vamos quebrar nosso recorde até 2030, com 28 anos, uma marca triste para a única seleção pentacampeã do mundo. Daqui a pouco, outras seleções vão empatar conosco, casos de Itália e Alemanha, a França vai em busca do tri e a Argentina, do tetra.
Tite deixou o Brasil terra arrasada, como sempre faz por onde passa. Não será fácil um técnico resolver o problema. Gosto muito do Ancelotti, mas meu técnico é Renato Gaúcho. Fez um Mundial de Clubes espetacular em 2025, pegou o Vasco acabado por Fernando Diniz este ano e já conseguiu armar o time, ganhar jogos e conquistar pontos importantes. Renato é dos maiores técnicos da nossa história.
Me perdoe, Ancelotti, pois você não tem culpa de ter embarcado nesta canoa furada, mas, se quiser permanecer no comando do time depois de renovar até 2030, viva mais o Brasil, o povo, a equipe. Não dê tanto valor a jogadores que atuam no exterior, pois no Brasil tem muita gente boa. Talvez não com a grife de alguns, mas com futebol bem melhor.
Você terá que revelar laterais, zagueiros, um goleiro confiável. Alisson é um leão no Liverpool e um gatinho na Seleção. Não pega uma bola difícil, mas tem cadeira cativa. Danilo e Alex Sandro são ex-jogadores em atividade. Casemiro é um volante limitado, que, assim como Marquinhos, eliminou o Brasil em duas Copas do Mundo. Sei que ele foi seu homem de confiança no Real Madrid, mas esse tempo já passou.
Eu sabia que não ganharíamos da França, mas esperava um time mais vibrante, mais encorpado. Nem com um homem a mais conseguimos superar os franceses, que têm uma equipe espetacular, que ganhou sem esforço, em ritmo de treino. Já o Brasil jogou como se fosse uma partida eliminatória e, ainda assim, sucumbiu. Melhorou com a entrada de Luiz Henrique e nada mais.
É muito preocupante a nossa situação. Conheço a Seleção Brasileira, trabalhando, desde 1986. Passei por vários técnicos gigantes como Zagallo, Parreira, Luxemburgo, Carlos Alberto Silva. Depois desses, só técnicos gaúchos dirigiram nosso time, e, mesmo tendo sido Felipão campeão em 2002, ele tomou a maior goleada, no maior vexame da nossa gloriosa camisa amarela. Dunga, Mano Menezes e Tite ajudaram a afundar nosso escrete.
Enfim, a decepção é grande, a esperança é zero, pois vamos apenas figurar na Copa. Me surpreenda, Ancelotti! Faça esse time jogar um futebol de primeira linha.
Por enquanto, você tem um dos piores números no comando do nosso time e espero realmente que na hora de valer você possa justificar seu alto salário e sua fama de melhor técnico do mundo. Nos surpreenda positivamente. É tudo o que os torcedores brasileiros querem.
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