Se há um time que tem sofrido quando enfrenta o Cruzeiro, esse time é o Botafogo. Em 2024, uma exibição de Gala, dentro do Nilton Santos, e um 3 a 0 que lavou a alma da torcida. Em 2025, um 2 a 0, também no Engenhão, com outra bela atuação. Então, nada melhor do que estrear no Brasileiro deste ano justamente contra o Alvinegro, em sua casa. Seria, se o Cruzeiro tivesse um técnico que primasse pela tabela, pelo drible, pelo toque e pelo gol, o que não é o caso. O que temos visto do tal Tite neste começo de temporada é assustador, com três derrotas em cinco jogos, nenhuma inspiração e pouca qualidade. E olha que ele pegou um time pronto, com esquema de jogo definido, e mais reforços do que seu antecessor, que, aliás, encantou todos nós. Uma pena o Mister ter ido embora de forma tão precoce. Mas ele andava insatisfeito com determinadas situações, segundo um amigo próximo dele me revelou, e também precisava dar um tempo na carreira. Tomara que volte logo, pois o futebol mundial precisa de seus conceitos, sua educação e sua competência.
Mas a realidade agora é outra. O Cruzeiro optou por um técnico que é da escola gaúcha, de pegada, porrada e pouca inspiração técnica, que não faz um bom trabalho há 10 anos e deixou terra arrasada na Seleção Brasileira por seis anos, e, no Flamengo, durante 10 meses. O discurso “professoral” é o mesmo, e já está conseguindo encantar alguns “passadores de pano”. A tal “dívida” que ele diz ter com o Atlético por tê-lo derrubado em 2005 começou a ser paga no clássico, quando tomou 2 a 1, de virada, e só não foi goleado devido aos erros de arbitragem, pelas defesas de Cássio e pela trave. Só espero que ele não jogue o Cruzeiro na Segundona. Isso seria demais, pois, mesmo sem técnico, o time azul tem um dos grupos mais fortes do país, mas precisa confirmar isso na prática.
O Botafogo se dissolveu, seu dono anda envolvido em confusão e a torcida, que o idolatrou, pede que ele venda o clube imediatamente, com pichações e cartazes. O futebol é assim. Tem gente que acha que permanecerá no topo e enganar a torcida por muito tempo. Não funciona assim. Se a bola não entrar na casinha, pode gastar bilhões que nada estará certo. A soberba de certos dirigentes, se achando acima do bem e do mal, é repugnante. John Textor que o diga, pois vive momentos delicados. Ele é um dos bilionários do futebol brasileiro, mas de bola pouco entende. Por sorte, teve Arthur Jorge, outro técnico português, que ganhou o Brasileiro e a Libertadores pelo alvinegro. Pelo menos eu nunca soube que ele tenha dito que tem “parte da imprensa carioca no bolso”. Me parece um cara ético e reto nesse quesito. Muitos dirigentes são falastrões e acabam “morrendo” pela boca, como os peixes.
A torcida azul espera que Tite dê o ar da graça e “estreie” hoje, pois até aqui tem sido um fiasco. Gerson na ponta direita foi demais para a China Azul. O cara custou 30 milhões de euros para jogar na sua posição, no meio-campo, e não como “externo”, como diz o “titês”. Se os jogadores quiserem, lembrarem dos ensinamentos de Jardim, e der uma banana para o esquema de toque de bola para o lado de Tite e dos chuveirinhos, o Cruzeiro poderá reeditar as duas grandes vitórias sobre o Botafogo, na casa dele. Caso contrário, será uma estreia decepcionante, caso o esquema atual do treinador seja mantido. Como diz o craque e grande diretor da base, que tem feito um trabalho gigantesco, Adilson Batista: “vamos aguardar”.
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