Um erro a olhos vistos
Não dá pra entender a insistência de o treinador celeste deixar Lucas Silva de fora da equipe
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Erros atrás de erros. Esse tem sido o retrospecto do Cruzeiro nos últimos 40 dias, que custaram eliminações de duas copas e agora colocam em risco a tentativa de garantir uma vaga via Brasileirão para a Copa Libertadores, o que será possível se o time ficar entre os primeiros colocados. E os últimos resultados praticamente tiraram a chance, ainda que remota, de chegar ao título. A equipe celeste chegou a ficar a 11 pontos do líder, na época o Palmeiras.
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O técnico Artur Jorge tem méritos, muitos, principalmente por ter tirado o time da lanterna, depois de assumir o cargo, levando-o ao sexto lugar. Mas depois disso cometeu erros.
Na disputa das quartas de final da Libertadores contra o Flamengo, o treinador escalou o time de forma errada, com Wesley no ataque. Isso deixou o Cruzeiro “torto” em campo.
Não dá para entender o motivo da não escalação de Lucas Silva. O treinador, simplesmente, afastou o jogador. Sem um segundo homem de combate no meio-campo, ficou apenas com Romero. Resultado: o domínio completo do Flamengo no setor. O Cruzeiro parecia um grupo de fantoches em campo.
Se tivesse Lucas Silva e Romero, completaria o setor com Gerson e soltaria Matheus Pereira, que passou o jogo amarrado por ter de fechar o meio-campo.
A segunda eliminação veio na decisão da Copa do Brasil, contra o Atlético, nas quartas de final.
O primeiro jogo terminou empatado por 1 a 1. Quem ganhasse o segundo jogo estaria classificado às semifinais. O time celeste saiu na frente, ainda no primeiro tempo, gol de Caio Jorge, de pênalti.
Mas novamente houve erros na escalação. Wesley no ataque, com Romero, Gerson e Matheus Pereira, no meio. Novamente, Matheus Pereira é forçado a marcar e o Cruzeiro perde seu poderio de ataque. E Wesley no ataque.
O erro se repete. Se tivesse com Lucas Silva, e não Wesley, o Cruzeiro teria um meio-campo forte, de marcação, e não teria sido dominado do início ao fim. Um outro detalhe, teria mudado o destino da equipe e do jogo. O lateral-esquerdo Villalba leva um cartão amarelo, ainda no primeiro tempo.
O sensato seria a sua substituição no intervalo, com Rojas entrando na posição. Mas isso não aconteceu e Villalba foi expulso. O Cruzeiro ficou com um jogador a menos, e isso facilitou o aumento do domínio do Atlético.
Veio o jogo contra o Santos, neste domingo, pelo Brasileiro. Novamente o problema do meio-campo se repete. O Cruzeiro é dominado e meio-campo é o problema.
Não dá pra entender a insistência de o treinador celeste deixar Lucas Silva de fora da equipe. Nos dois gols sofridos contra o Atlético, Victor Hugo e Fred encontraram facilidades para finalizar, porque Lucas Silva não estava em campo. Se tivesse, certamente estaria na cobertura dos zagueiros e provavelmente chegaria para a obstrução de Vitor Hugo e Fred.
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Será que é tão difícil tentar uma solução, para começar, dando uma certa folga para Gerson?
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.