Vitória com sofrimento, como sempre
O Brasil empatou com Casemiro, de cabeça. Foi o momento de alegria, não de alívio, pois o empate leva à prorrogação e até aos pênaltis
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Um dia diferente, em que o otimismo e a euforia se confrontam com o medo, a descrença, a falta de confiança.
Mas era esperado, principalmente por se tratar da Copa do Mundo, no futebol, um esporte em que o Brasil dominava plenamente.
Éramos os donos do mundo, fosse com Pelé, Garrincha, Amarildo; ou ainda com Pelé Tostão, Jairzinho, Rivelino, Gérson, entre outros. Depois com Ronaldo e Rivaldo, pouco depois com Ronaldinho Gaúcho e Cafu.
Mas eles não estão mais. Vini júnior é o único nome da vez. E surgiu Matheus Cunha, inesperadamente. Mas seriam eles capazes de nos fazer novamente donos do mundo do futebol?
Pois o desafio era a seleção japonesa, sem qualquer expressão ou tradição no cenário mundial. Só que eles, os japoneses, mudaram, evoluíram. Ao contrário do Brasil, que regrediu.
Os japoneses aprenderam táticas e se mostraram uma seleção para lá de obediente, empenhada ao sacrifício, algo próprio dos orientais.
E foi o medo e a decepção que apareceram primeiro, pelo menos para nós, brasileiros. E este veio com duas falhas defensivas. Primeiro, com Danilo, que errou um passe na saída de bola. Depois, uma falha de marcação Gabriel Magalhães. Em vez de investir contra o atacante japonês, Sano ficou apenas cercando.
O Brasil empatou com Casemiro, de cabeça. Foi o momento de alegria, não de alívio, pois o empate leva à prorrogação e até aos pênaltis, se houvesse a igualdade. Sabe de uma coisa, na hora pensei: lá vem o sofrimento dos pênaltis.
Mas veio o segundo tempo. o Brasil foi outro. Também, Paquetá saiu. Passamos a atacar, ao contrário do primeiro tempo, quando fomos sufocados.
Entraram Martinelli e Endrick. Matheus Cunha foi recuado para o meio campo. O time mudou. Cresceu. Passou a atacar. O goleiro japonês passou a ser atingido. Muitas defesas, sem contar o que os zagueiros japoneses salvaram.
E assim passamos a atacar, a mandar no jogo.
No segundo tempo, tudo mudou. Empatamos e passamos a correr atrás do segundo gol, para impedir prorrogação e os pênaltis.
E ser brasileiro é sofrer. Como sofremos. Não foi diferente ontem. Comigo, duas netas, Valentina e Maria Paula. De 10 e 6 anos. Elas estavam agoniadas. Não queriam transparecer, mas estavam.
E veio o gol do alívio. Eram 45 do segundo tempo. Martinelli, o nome do salvador da pátria.
O jogo acabou, mas ficou evidente que o time brasileiro tem muito a aprimorar.
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Uma dica. É só olhar pra bandeira e seguir o lema: “Ordem e progresso”.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
