Após quatro temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e duas em São Paulo, o espetáculo “A hora do boi” chega ao CCBB de Belo Horizonte, com apresentações de 7 a 31 de agosto. A estreia na capital mineira marca a 100ª apresentação do monólogo protagonizado por Vandré Silveira, com texto de Daniela Pereira de Carvalho, direção de André Paes Leme e indicações aos prêmios Shell e APTR. Nascido em Belo Horizonte e ex-aluno do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) do Palácio das Artes, Vandré retorna aos palcos da cidade, após quase 10 anos, em um momento especial de sua carreira. Atualmente, interpreta o mau-caráter Edson em “Quem ama cuida”, novela das nove da Globo, fazendo bem-sucedida dobradinha com Deborah Evelyn.

• CHICO, O BOI

Inspirada em fato que virou notícia – boi desapareceu no mar depois de fugir de uma feira agropecuária em Salvador (BA) –, a peça, considerada um dos trabalhos mais viscerais de Vandré Silveira, transforma o episódio em reflexão sobre liberdade, empatia e a relação entre seres humanos e animais. O mineiro interpreta Seu Francisco, o capataz; Chico, o boi; e São Francisco, narrador da história. “O maior desafio foi descobrir como colocar o boi em cena. Foi um processo intenso e muito coletivo conduzido pelo André Paes Leme, com a contribuição fundamental dos diretores de movimento Paula Águas e Toni Rodrigues para encontrarmos a linguagem corporal do espetáculo”, conta Vandré.

Vandré Silveira após sessão de 'A hora do boi' no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Rio de Janeiro

Instagram Vandré Silveira/@calanga

Cada apresentação exige preparação rigorosa. “Chego ao teatro cerca de duas horas antes para aquecer corpo e voz e encontrar o estado de concentração necessário para dar vida aos três personagens, que possuem registros físicos e emocionais completamente distintos”, conta Vandré Silveira.

• CIRCULAÇÃO

A belo-horizontina Cia Juntaostrem de Teatro apresentará, em agosto e setembro, as montagens “Ô de casa! Uma peça-áudio-interativa” e “A besta fera dos cabelo negro” em sete centros culturais da periferia de BH. “O projeto nasceu do desejo de circular com duas obras significativas da Cia Juntaostrem, mantendo seu caráter descentralizador e sua vocação para levar arte onde o público está”, afirma Marina Galeri, dramaturga e atriz.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

• MEMÓRIA AFETIVA

Márcio Miranda fará única apresentação de “As canções que ele me ensinou a ouvir” no próximo sábado (1º/8), no palco do Feluma. “A montagem cênico-musical mistura teatro, música ao vivo e histórias para falar sobre memória afetiva e sobre as canções que a gente aprendeu a ouvir com nossos pais, avós e pessoas importantes de nossa vida”, diz Miranda. “Tem um detalhe que vale destacar: a abertura é feita com texto interpretado em voz em off pelo Pedro Paulo Cava, que aceitou fazer esta participação especial. Ela ficou muito bonita.”

compartilhe