Marcela Corradi, de 44 anos, nem nos melhores sonhos poderia imaginar que teria seus quadros examinados por Johnny Depp, ator norte-americano famoso por interpretar o capitão Jack Sparrow da franquia “Piratas do Caribe”. A mineira está no páreo do concurso internacional The People’s Artist, que vai premiar o vencedor com US$ 25 mil, publicação na revista Artforum e com exposição promovida pela The Art of Elysium.

Depp apresenta o concurso organizado pela empresa Colossal, voltada para pintura, escultura, fotografia, música e audiovisual. O evento arrecada fundos para a organização The Art of Elysium, sediada em Los Angeles, ligada a hospitais, abrigos e lares de idosos. Importante etapa da seleção termina nesta quinta-feira (4/6), quando serão apontados os finalistas.

Natural de Itaúna, Marcela cresceu em Sete Lagoas e mora nos Estados Unidos. “Descobri o concurso do Johnny Depp por meio da chamada aberta internacional para artistas. O processo de inscrição envolveu o envio do meu portfólio e das obras de acordo com as diretrizes da organização”, conta a mineira.

• VOTAÇÃO ON-LINE

Marcela ficou surpresa com a seleção. “Você participa sem expectativa clara do resultado, então ser selecionada trouxe a sensação de reconhecimento, além da responsabilidade com meu trabalho. Foi um momento importante na minha jornada artística”, comenta. A votação on-line, aberta ao público, ocorre na plataforma oficial do concurso. “Cada pessoa pode acessar os artistas selecionados e votar nas obras com as quais mais se identifica. Isso cria uma dinâmica interessante, pois o trabalho sai do espaço institucional para dialogar diretamente com o público”, diz.

Detalhe de pintura de Marcela Corradi, que concorre ao The People’s Artist, nos Estados Unidos

Acervo pessoal

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• SETE LAGOAS

A relação de Marcela Corradi com Sete Lagoas é emocional e formativa, segundo ela. “Foi um lugar importante no início da minha trajetória, onde tive as primeiras experiências de exposição e o primeiro contato com o público. Participei de mostras e projetos locais, fundamentais para que eu entendesse o poder da arte como comunicação e presença”, reconhece. “Mesmo depois de expandir meu trabalho para outros contextos, mantenho conexão simbólica com a cidade. É um ponto de referência de origem e de base. Continuo a acompanhar e valorizar a cena artística local, que é vibrante e significativa”, diz a pintora.

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