Gustavo Nolasco
Gustavo Nolasco
DA ARQUIBANCADA

Alívio é muito pouco para um gigante como o Cruzeiro

Na partida de amanhã, contra o Palmeiras, no Mineirão, é obrigação desse elenco montado pela SAF buscar a vaga em uma competição internacional

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Sentir alívio e escapar de uma tragédia é muito pouco para ser o saldo de uma temporada inteira de um clube da grandiosidade do Cruzeiro Esporte Clube. Na partida de amanhã, contra o Palmeiras, no Mineirão, é obrigação desse elenco montado pela SAF buscar a vaga em uma competição internacional. Nosso desempenho nessa derradeira peleja do ano decidirá se disputaremos a Copa Sul-Americana de 2024.

O último grande divisor de águas entre um longo período de crise econômica e desportiva e outro de bonança foi exatamente a conquista de uma competição internacional. A edição de 1991 da Supercopa dos Campeões da Taça Libertadores abriu o caminho para o Cruzeiro/Palestra conquistar a sua maior série de títulos de toda a sua história. Ali nascia um multicampeão.

Desde a noite de 20 de novembro de 2011, quando vencemos o River Plate por 3 a 0, no Mineirão abarrotado, após perdermos o jogo de ida por 2 a 0, em Buenos Aires, até o ano de 2004, o Cruzeiro conquistou 25 títulos, dos quais, seis internacionais (Supercopa 1991/1992, Copa Ouro 1995, Copa Master 1995, Libertadores 1997, Recopa Sul-americana 1998).

Antes da vitória do Palmeiras sobre o Fluminense, domingo passado, muito se falou que o Cruzeiro chegaria a essa última rodada disposto a entregar a partida para os paulistas sacramentarem o título brasileiro, como forma de impedir que o time da Turma do Sapatênis chegasse à conquista. Só se esqueceram de uma diferença básica de caráter entre as duas instituições: jamais em sua história, o Cruzeiro/Palestra fez da rivalidade contra o Atlético Lourdes motivo para colocar a desgraça do adversário acima das suas próprias conquistas. Já o contrário....

Em 1994, por exemplo, na última rodada da repescagem do Brasileirão, se o Atlético de Lourdes, já livre do rebaixamento, perdesse para o União São João de Araras, ele poderia contribuir para a queda do Cruzeiro. Eles assim fizeram: perderam. Porém, por outra combinação de resultados, nós escapamos.

Já no Brasileirão de em 2002, o Cruzeiro conseguiu uma arrancada impressionante. Das últimas colocações em meados do campeonato, chegou à última rodada da primeira fase precisando vencer o Goiás para se classificar às fases de mata-mata. Venceu! Mas também necessitava de ao menos um empate do Atlético de Lourdes – já classificado – contra o Grêmio. Eles entraram com um time misto, cometeram um pênalti e perderam por 1 a 0. A vaga, que era nossa, foi para os gaúchos.

Mas sejamos justos. O Atlético de Lourdes já fez muito por nós também. Em 2011, se a última rodada do Brasileirão não fosse contra eles, talvez teríamos sido rebaixados. Mas exatamente por serem eles e os seus jogadores não atenderem o clamor de fel da Turma do Sapatênis, veio o 6 a 1.

Agora, em 2023, novamente, graças às pipocadas do Atlético de Lourdes, escapamos de mais uma queda. Afinal, não fosse a dádiva de tê-los como adversários dentro da Arena do Mundo Encantado dos Bilionários do Brasil Miséria, talvez não tivéssemos a facilidade de conquistar aqueles três pontos, que, em uma hora dessas, estariam nos fazendo muita falta. A consequência da soberba natural do Atlético de Lourdes foi tamanha que esses três pontos perdidos para o Cruzeiro são os mesmos que os afastaram do título nesse ano.

Deixemos de lado o time da elite econômica e política de Belo Horizonte. Por enquanto, também vale uma pausa no combate ao fim da incompetente diretoria de Closet de Sapatênis montada pelo dono da SAF Cruzeiro. Amanhã, no Mineirão ou espalhados pelos cantos desse mundão, nós, os 10 milhões de torcedores do Time do Povo Mineiro, vamos empurrar nosso combalido elenco até a vitória sobre o Palmeiras. E assim, garantirmos a chance de uma conquista internacional em 2024. Oxalá, com uma nova diretoria, onde a competência tome o lugar da atual arrogância, e com Ronaldo realmente cumprindo a obrigação de investir na formação de um elenco digno de ser chamado de escrete.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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