Tá Tite? Fica Tite siiiiim!!! Gaaaaalooo!!!
Bastaram os dois gatilhos para que o atleticano patológico passasse a apresentar sintomas da doença
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Depois de sabe-se lá quantos meses, o Galo voltou a praticar o esporte conhecido por futebol. Venceu bem o arquifreguês num surpreendente jogaço de bola em que tanto poderia ter goleado como entregado a paçoca nos minutos finais. Contra o Palmeiras, só não ganhou em razão do impedimento mandrake inventado pelo VAR, e pela ineficiência dos nossos Werleys em evitar que o casal de tartarugas lograsse sucesso no empreendimento da fuga.
Bastaram os dois gatilhos para que o atleticano patológico passasse a apresentar sintomas da doença. O principal deles afeta diretamente a visão: diante dos ocorridos, o paciente começa a enxergar apenas a metade cheia do copo, ainda que completamente vazio ou até mesmo na ausência do próprio copo.
A acompanhar esse lagoinha saído de sua cabeça, o pão que, como um gato, só cai com a manteiga pra cima. Tendo nascido com o fiofó virado pro sol, como todo atleticano, passa ao puro negacionismo, vendo a lua em lugar do astro-rei.
Torna-se um otimista radical, um extremista incapaz de lidar com o outro lado, a não ser o lado bom de todas as coisas. Ao contrário do norte-americano que anda desconjuntado, retorcido e cabisbaixo sob o efeito do fentanil, o atleticano consumidor do ópio do povo pode ser identificado depois de dois bons e míseros jogos como aquele que caminha sobre as nuvens. Nessa ocasião, pode acontecer, por exemplo, de roubarem o seu celular. Ele dirá ao ladrão: “Obrigado, amigo, tava precisando trocar, faça bom uso”. Enquanto o meliante se afasta: “Não vai querer a senha?”.
Antes cético, agnóstico, ateu, devoto apenas de São Victor e olhe lá, apressa-se a reincidir como fundamentalista da Igreja Universal do Reino do Galo. Corre para pagar o dízimo de seu Galo na Veia, uma espécie de Clava Forte Bank onde deposita o leite das crianças em favor de uma causa maior. Aquela pela qual milita não atrás de deputado picareta em acostamento de estrada, mas pisando na brasa e pelo meio da pista. Não como o gado que vai para o raio que o parta – mas como o Galo Doido pronto para qualquer parada.
Todo esse estado geral de uma psiquê prejudicada pela doença está agora potencializada por fatores externos. O golden shower de Kaio Jorge foi sem dúvida um agravante. Bem na hora do gol, quando o balde de água fria ameaçava curar o atleticano emocionado, o drink da casa pôs tudo a perder.
Seria o Mijoto, primo brasileiro do Mojito cubano? Ou apenas um Bloody Maryteve? o gol mas teve o golo, sempre providencial diante dos revezes da vida. Depois ainda rolou os 4 a 0 do Fogão. Tá Tite? Fica Tite siiiiiiim!!! Hahahaha. Deixa o homem trabalhar!
Nem bem assistimos à dupla virada – do jogo e do drink, uma pena que em copo de plástico, merecia a taça que é razão segunda de existir desse pessoal, sendo a primeira o Galão –, deu-se a saber que Santos e Corinthians disputavam o Rony. Futebol, você é uma mãe!
Segundo os gaiatos da internet, o Corinthians levou a melhor: ele foi para o Santos. E Júnior, que é Santos, estaria indo para o Corinthians. Estão deixando a gente sonhar. Falta empurrar o Alonso, coitado, que é Júnior mas parecia um juvenil ao pedir impedimento em um tiro de meta no gol do Palmeiras.
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A essa altura dos campeonatos, o que não falta é pensamento positivo: Ademg informa, sai Alonso, vem um zagueiro titular. Sai Menino, vem um primeiro volante de verdade. E assim a gente se apruma, nessa positividade tóxica a entorpecer nossas mentes. Não deve ser à toa que estamos hoje em Pouso Alegre. Tá Tite? Fica Tite siiiiiimgaaaaaaalooo!!!!!!
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
