Fabiano Moraes
Fabiano Moraes
MORTE

Mulher morre após procedimento odontológico e família busca Justiça

Kamila Costa Quadra passou 16 dias internada após infecção grave e não resistiu

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Uma fatalidade chocou a cidade da Serra, no Espírito Santo. Kamila Costa Quadra, de 35 anos, faleceu na última sexta-feira (7) após passar 16 dias internada devido a uma infecção generalizada. O problema teve início depois de um procedimento odontológico simples, que se transformou em um pesadelo para a família. Agora, parentes pedem esclarecimentos e responsabilização dos envolvidos.


No início de fevereiro, Kamila quebrou um dente enquanto comia e buscou atendimento odontológico para um aumento de coroa dentária. Para realizar o procedimento, foi submetida a uma raspagem gengival, mas, segundo a família, não recebeu nenhuma medicação pós-operatória da clínica.

Dias depois, começou a sentir dores intensas e apresentou um inchaço preocupante no rosto. Ao tentar contato com a clínica, a única orientação recebida foi um áudio sugerindo que procurasse um cirurgião bucomaxilofacial. A dentista responsável negou qualquer relação entre os sintomas e o tratamento realizado.


O quadro de Kamila se agravou rapidamente. Após consultar um especialista, foi alertada sobre a gravidade da infecção e encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Entretanto, mesmo comparecendo quatro vezes à unidade, recebeu apenas analgésicos e era liberada.

Somente na última visita, quando sua mãe insistiu por exames mais detalhados, os médicos decidiram interná-la. No dia 19 de fevereiro, Kamila foi transferida para o Hospital Estadual Dório Silva, onde passou por uma cirurgia bucal. Mas já era tarde demais. A infecção avançou para o pulmão, causando pneumonia severa.

Nos últimos dias de internação, 75% de sua capacidade respiratória estava comprometida. No dia 7 de março, sofreu uma parada cardiorrespiratória e, mesmo após uma hora e meia de tentativas de reanimação, não resistiu. A causa oficial da morte foi choque séptico provocado pela infecção.


Revoltados, os familiares acusam a clínica odontológica de negligência e querem explicações sobre a falta de assistência no início da infecção. Além disso, questionam a demora do sistema de saúde em diagnosticar a gravidade do caso.

 

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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