Posição ingrata, onde nem grama nasce
Matheus Cunha, do Internacional, e Leo Jardim do Vasco, foram eleitos vilões de suas equipes nos últimos jogos
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O futebol produz heróis e vilões a cada semana. Desde a última sexta-feira (16/10), dois goleiros entraram no rol dos mal quistos pelas torcidas dos clubes que defendem. O primeiro foi Matheus Cunha, expulso aos 15min do jogo em que o Internacional, ameaçado de rebaixamento, foi derrotado pelo Mirassol, fora de casa, por 2 a 0, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O segundo, Leo Jardim, que não pegou o chute de longe de Paredes, do Boca Juniors, no jogo de volta das semifinais da Copa Sul-Americana, que custou a eliminação do Vasco em pleno Maracanã.
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No caso do arqueiro colorado, já não havia uma relação de confiança tão grande por parte dos torcedores, repetindo o que havia ocorrido com ele na passagem pelo Cruzeiro, no primeiro semestre de 2026. Cunha cumprirá suspensão contra o Botafogo, neste sábado (24/10), e, pelo que dizem no Beira-Rio, dificilmente voltará a ser titular do Inter – Antoni deve assumir a vaga nesta reta final de Brasileiro, enquanto Rochet se recupera de hérnia de disco que o tirou de combate ainda durante a disputa da Copa do Mundo de 2026.
O clube gaúcho teria até cogitado devolver Matheus Pereira ao Cruzeiro antes do prazo final do empréstimo, em junho de 2027. A hipótese, porém, não é bem-vista pela diretoria celeste.
Já Leo Jardim está cada dia mais longe dos melhores dias com a camisa vascaína. Contratado em 2023, após cinco anos defendendo clubes europeus como Rio Ave, Lille e Boavista, ele chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira por Dorival Júnior, em 2024, para substituir o contundido Ederson em amistosos contra Inglaterra e Espanha.
No que depender do técnico Pedro Emanuel, porém, ele seguirá como titular do Vasco. “Podem criticar os jogadores, mas sei que o erro individual pode ser superado com ajuda coletiva. Isso vamos fazer. Sofremos um gol aos 43min do segundo tempo, em que Leo poderia fazer mais. Estamos aqui para apoiá-lo, pois já nos salvou muitas vezes. Não vou abandonar o Leo, e digo que é quem vai jogar no sábado. Isso faz parte. Protegemos uns aos outros. Ele é um grande profissional, um grande homem, um dos capitães da equipe, uma referência que tem correspondido. Junto com o Leo, temos todos os outros que cometeram erros e tiveram força de dar a volta e mostrar uma segunda fase que poderíamos ter feito um resultado épico”, afirmou o treinador, que prepara o time para pegar o Corinthians, também no sábado, em São Januário.
Este jogo é fundamental para ambas as equipes na briga contra o rebaixamento. E os goleiros certamente entrarão pressionados – o corintiano Hugo Souza está incluído entre eles, apesar de ter mais crédito que os dois citados anteriormente. Até mesmo o rubro-negro Rossi vem sofrendo questionamentos no Flamengo. Pelo jeito, só os atleticanos estão plenamente satisfeitos com seus goleiros. Que posição ingrata.
DÍVIDAS
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) publicou, nesta semana, decisões em que impôs a Atlético, Grêmio, Internacional e São Paulo prazos de 45 dias para pagarem dívidas contraídas neste ano, sob pena de serem punidos com transfer bans. Os clubes, entretanto, já se movimentam para pedir que as penas sejam adiadas ao menos até o fim de 2027 ou, preferencialmente, até 2028.
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Ou seja, a regra mal começou a valer e já estão querendo acabar com ela. Este é o nosso futebol.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.