Equipes ainda em busca da estabilidade
Os tradicionais rivais mineiros não conseguiram engatar sequência positiva na temporada, frustrando seus torcedores
Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Aprendi, lendo o mestre Tostão, que vários fatores podem determinar o resultado de um jogo de futebol. Técnica, tática, entrosamento, preparo físico e força mental são importantes, mas muitas vezes o acaso é que decide uma partida. E até para ser beneficiado pelo “Sobrenatural de Almeida”, como diria o igualmente genial Nélson Rodrigues, necessita-se esforço e atenção o tempo inteiro, coisa que algumas equipes não têm conseguido neste primeiro semestre.
Atlético e Cruzeiro são bons exemplos. Os tradicionais rivais mineiros não conseguiram engatar sequência positiva na temporada, frustrando seus torcedores quase na mesma medida que lhes brindaram com algumas boas exibições.
No último domingo, tanto a Raposa quanto o Galo caíram de rendimento no segundo tempo de seus compromissos. Enquanto a equipe celeste foi salva nos últimos instantes pelo VAR, diante da lanterna Chapecoense, em pleno Mineirão, os alvinegros foram “murchando” durante o confronto com o Corinthians, no Itaquerão, até sofrerem gol do marroquino Zakaria Labyad e voltarem para Belo Horizonte com mais um tropeço fora de casa neste ano.
Isso só mostra que nem Atlético nem Cruzeiro conseguiram atingir a estabilidade na temporada. E olha que já estamos chegando a cinco meses com a bola rolando em 2026!
Claro que há a justificativa de que estamos em um ano atípico, pela realização de mais uma Copa do Mundo, o que comprometeu completamente a pré-temporada com o início precoce das competições. Mas há também erros de planejamento, ou os eternos oponentes não teriam trocado seus treinadores ainda no primeiro trimestre, o Galo em fevereiro, a Raposa em março.
Agora, com a parada para a disputa do Mundial nos EUA, Canadá e México, tanto o atleticano Eduardo Domínguez quanto o cruzeirense Artur Jorge terão tempo para finalmente implantar suas filosofias. Que aproveitem bem a pausa para descansar os comandados, corrigir os erros e aprimorar qualidades, obtendo desempenho bem melhor no segundo semestre.
Também seria bom que as diretorias conseguissem atuar de forma competente na janela de transferências que estará aberta entre 20 de julho e 11 de setembro. Não só para contratar reforços, mas também para negociar alguns jogadores que pouco acrescentam tecnicamente aos times, principalmente aqueles com altos salários.
SEM EXPLICAÇÃO
Ainda falando do calendário, é impressionante como a CBF, com anuência dos clubes, parece não dar a mínima para o futebol nacional. Afinal, teremos a disputa da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro neste fim de semana, no qual também haverá amistoso da Seleção Brasileira contra o Panamá. Ou seja, equipes que tiveram jogadores convocados por Carlo Ancelotti serão prejudicadas pelos desfalques.
Que a CBF adiasse a apresentação desses atletas, como fez com os de Arsenal e Paris Saint-Germain, que no sábado disputarão a final da Liga dos Campeões da Europa. Ou que não marcasse a rodada para depois da apresentação dos convocados. Uma terceira opção, bem longe do ideal, seria adiar apenas os jogos das equipes que tiveram atletas chamados pelo técnico italiano.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
É o que temos para o momento. Talvez no futuro os envolvidos parem de olhar para o próprio umbigo e pensem no melhor para o nosso futebol.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
