Hora de os brasileiros se tornarem técnicos
A expectativa aumenta à medida que os dias passam e, principalmente, após serem publicados os 55 nomes pré-selecionados por Carleto
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Na próxima segunda-feira (18/5) vamos conhecer os 26 convocados por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo de 2026, a partir de 11 de junho. O treinador italiano não parece ter muitas dúvidas quanto aos escolhidos, talvez um terceiro goleiro, um dos laterais ou se levará mais um armador ou mais um atacante.
O certo é que a expectativa aumenta à medida que os dias passam e, principalmente, após serem publicados os 55 nomes pré-selecionados por Carleto. Se nós que gostamos de futebol, estamos ansiosos pela lista final, imagine os atletas, seus familiares, empresários, “parças” e empresários.
Dos nomes que vi publicados na imprensa, escolhi meus preferidos. Dos goleiros, levaria Alisson (Liverpool), Weverton (Grêmio) e Hugo Souza (Corinthians). Porém, se fosse eu o autor do rol dos 55, teria incluído Everson, do Atlético, no lugar de Bento (Al-Nassr-SAU) ou Ederson (Fenerbahçe-TUR).
Na defesa o trabalho é árduo. Sem Éder Militão (Real Madrid), não há dúvida que Gabriel Magalhães (Arsenal) e Marquinhos (PSG) serão os titulares. Resta saber quem serão os reservas além de Danilo (Flamengo), cuja vaga foi antecipada pelo próprio Ancelotti há algum tempo. Leo Ortiz e Leo Pereira vêm mostrando grande entrosamento no Flamengo, mas têm contra si falta de experiência europeia, o que pode ser determinante na avaliação da comissão técnica verde-amarela. É justamente o que sobra a Alexsandro Ribeiro (Lille), Bremer (Juventus) e Ibañez (Al-Ahli). O cruzeirense Fabrício Bruno seria boa opção, mas tem apresentado desempenho irregular.
Seguindo na retaguarda, na lateral esquerda há boas opções, como Alex Sandro (Flamengo), Carlos Augusto (Inter de Milão) e Douglas Santos (Zenit-RUS). Kaiki Bruno, da Raposa, e Luciano Juba, do Bahia, também têm jogado bem, mas os considero ainda “crus” para uma Copa do Mundo.
Na direita, a situação é bem mais complicada. Entre os preferidos de Carleto, escolheria apenas Wesley (Roma), mas sem muita convicção. Até porque é uma posição carente no futebol brasileiro – talvez por isso o treinador vá levar Danilo, que começou a carreira no América como lateral-direito.
No meio-campo, concordo com o comandante quando escala Bruno Guimarães (Newcastle) e Casemiro (Manchester United) como titulares. Também levaria Andrey Santos (Chelsea) e Fabinho (Al-Ittihad). Provavelmente Gerson, que vem crescendo de produção no Cruzeiro, e Danilo, destaque do Botafogo.
A partir daí, as escolhas levam em conta as possíveis formas de jogar do Brasil no Mundial. Em um 4-3-3, teríamos Neymar (Santos) centralizado, com Gabriel Martinelli (Arsenal) como opção no banco de reservas. E, na frente, Luiz Henrique (Zenit-RUS), João Pedro (Chelsea) ou Matheus Cunha (Manchester United) e Vinicius Júnior (Real Madrid). Também poderia escalar no ataque com Endrick (Lyon), Vinicius Júnior e Raphinha (Barcelona).
Se for no 4-2-4, o Escrete Canarinho poderia ter Luiz Henrique ou Raphinha, João Pedro, Neymar e Vinicius Júnior. Também há espaço para mais um centroavante, que poderia ser Igor Thiago (Brentford) ou Pedro (Flamengo).
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Parada
O clima da Copa do Mundo vai crescendo entre os amantes do futebol, pois falta menos de um mês para o início da competição e para a estreia do Brasil. Antes, porém, há muita bola para rolar por aqui, com partidas decisivas pelas competições continentais e três rodadas de Campeonato Brasileiro. Quem ainda tem objetivos na temporada não pode tirar o pé agora. É hora de dar o gás final para, então, respirar e pensar na segunda metade do ano.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
