Que papelão de profissionais do futebol
O mínimo que espero é uma advertência, ou corremos o risco de ter um futebol cada vez mais sem limites
Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Onde os profissionais do futebol estão com a cabeça em 2026? Primeiro foram os volantes Allan e André, do Corinthians, expulsos por dirigirem a adversários segurando a genitália durante jogos contra Fluminense e Palmeiras, respectivamente, pelo Campeonato Brasileiro. Esta semana, o técnico do Palmeiras, o competente Abel Ferreira, mostrou o dedo médio para um comandado, o atacante Flaco López, que havia acabado de abrir o placar contra o Sporting Cristal-PER, em Lima, pela terceira rodada do Grupo F da Copa Libertadores.
Abel foi flagrado pelas câmeras – são muitas nos jogos, como sabemos há tempos – e talvez por isso tenha se justificado durante a entrevista coletiva após a partida. “É o jogador que mais dou na cabeça. Ele fez assim para mim (sinal de positivo com o polegar), e eu fiz um gesto para ele, não sei se vocês (da imprensa) viram. Eu cobro muito dele e ele sabe o que tem que fazer. Eu explico de manhã, à tarde e à noite (o que tem de ser feito em campo). Mando vídeos no Whatsapp. Ele sabe que para fazer gol tem de ir para a zona de ouro (área adversária). Ele me fez assim (polegar para cima), e eu fiz o mesmo com outro dedo. Ele sabe o que eu cobro dele. Ele tem tudo para ser um centroavante top mundial, mas no Palmeiras. O trato como se fosse um filho”, disse o treinador português.
Resta saber como a explicação será recebida pelo comitê disciplinar da Conmebol. O mínimo que espero é uma advertência, ou corremos o risco de ter um futebol cada vez mais sem limites, onde vai imperar o “vale tudo”, em que cada um vai se sentir à vontade para fazer o que quiser. E que se dane o público, especialmente as crianças e adolescentes, tão facilmente influenciáveis, ainda mais por aqueles que elas admiram e até idolatram.
Fico imaginando o que um patrocinador pensa quando vê sua marca estampada no uniforme de um profissional sem educação. Isso vale também para aqueles que burlam as regras e apelam para a violência, atitude indefensável.
Ainda acredito que o esporte é uma das melhores formas de preparar as crianças para a vida, que também é feita de vitórias, derrotas, alegrias, frustrações, conquistas e perdas. Não precisamos dele para atrapalhar a educação dos nossos jovens. Já temos muita gente em outras áreas fazendo isso.
Fim de uma era
Como esperado, Hulk deixou o Atlético e até já deu entrevista como jogador do Fluminense. Ficam os feitos do super herói com a camisa alvinegra durante cinco anos e quatro meses. Títulos foram oito, sendo o Brasileiro e a Copa do Brasil de 2021 os mais importantes – também ganhou a Supercopa do Brasil em 2022 e cinco Campeonatos Mineiros seguidos. Foram 140 gols e 56 assistências em 311 jogos. Além disso, marcou época pelo respeito com que sempre tratou os torcedores, inclusive rivais.
Mas no futebol, como na vida – ela de novo –, tudo passa. Que ele seja feliz no novo clube e que o Atlético encontre um substituto à altura o mais rápido possível, pois a temporada está passando.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Como não será fácil substituir o ídolo, caberá a Barba Domínguez montar a equipe de forma que se torne forte e equilibrada sem ele. Conseguirá?
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
