Paulo Galvão
Paulo Galvão
Jornalista formado pela PUC Minas
DOIS TOQUES

Ainda não é hora de escolher competição

Pelos jogadores que dispõem, pelos valores que gastam com o futebol, Galo e Raposa têm, teoricamente, condições de brigar em mais de uma frente na temporada

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Esta semana é marcada, entre outras coisas do nosso esporte, pela estreia de Atlético e Cruzeiro na Copa do Brasil. Por entrarem na quinta fase, assim como outras equipes nacionais que estão nas disputas continentais, e terem orçamentos entre os mais altos do país, os rivais mineiros figurariam entre os favoritos ao título. Porém, isso só vai se confirmar se ambas as equipes mudarem de postura em relação à competição mata-mata.

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O Galo anunciou que a prioridade nesta temporada é o Campeonato Brasileiro. Faz sentido se levarmos em conta que o clube passou os dois últimos anos lutando contra o rebaixamento à Série B, ainda que tenha chegado às finais da Copa Libertadores em 2024 e da Copa Sul-Americana em 2025.

Porém, em campo, a equipe alvinegra não tem conseguido colocar em prática a ideia da comissão técnica e da diretoria: é apenas a 12º colocada do Brasileiro, com 14 pontos em 12 jogos. Para comparação, o líder Palmeiras soma 29 pontos nas mesmas 12 rodadas.

O problema é que o time não tem ido bem na outra competição que disputa, a Sul-Americana, na qual estreou usando um time reserva e perdendo para o limitado Puerto Cabello-VEN, fora de casa. Na segunda rodada, sofreu para vencer o ainda mais modesto Juventud-URU, na Arena MRV, mesmo escalando os principais atletas.

Claro que a queda para a Segunda Divisão custaria muito mais, mas não é de se desprezar o prêmio de cerca de R$ 70 milhões pagos pela Conmebol ao campeão de seu segundo mais importante torneio de clubes. O mesmo deveria ser levado em conta na Copa do Brasil, que pode render até 96 milhões, sendo R$ 78 milhões só pelo título – para o vice, são R$ 34 milhões.

No caso do Cruzeiro, a conquista do tri da Libertadores é o grande sonho da torcida, pois significará a volta aos tempos de glória e também R$ 206 milhões em caixa. O problema é que o time ratiou no início do Brasileiro – 16º lugar, com 13 pontos em 12 partidas –, o que provocou a demissão de Tite, e segue oscilando sob o comando do português Artur Jorge, inclusive no torneio continental, no qual estreou vencendo o Barcelona-EQU, em Guayaquil, mas na sequência perdeu para a Universidad Católica-CHI em pleno Mineirão.

Assim sendo, a Copa do Brasil se torna uma ótima para os rivais mineiros. Não só pela premiação, mas também pelo fato de dar ao campeão e vice vagas na próxima edição da Libertadores.

Pelos jogadores que dispõem, pelos valores que gastam com o futebol, tanto Galo quanto a Raposa têm, teoricamente, condições de brigar em mais de uma frente na temporada. Porém, tanto as comissões técnicas quanto os atletas precisam dar um jeito de reencontrar o bom caminho o mais rápido possível, trabalhar de forma intensa e também inteligente para quem for escalado poder dar a melhor resposta em campo.


Sustos

A reta final da temporada europeia vai deixando os torcedores agitados com possibilidades de conquistas e também de rebaixamento. Ao mesmo tempo, os técnicos das seleções classificadas para a Copa do Mundo ficam de cabelo em pé com as contusões de alguns de seus escolhidos.

No fim de semana, o brasileiro Estêvão sofreu grave contusão e corre o risco de ficar fora do Mundial. Ele saiu mais cedo na derrota do Chelsea para o Manchester United por 1 a 0 e exames mais aprofundados apontaram ruptura quase total do músculo posterior da coxa direita. Ele quer vir ao Brasil fazer tratamento conservador para poder estar à disposição de Carlo Ancelotti, mas os dirigentes do Chelsea preferem que ele permaneça na Inglaterra, onde poderá até ser submetido a cirurgia, inviabilizando a convocação.

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Já ontem, Lamine Yamal deixou o jogo do Barcelona contra o Celta de Vigo ainda no primeiro tempo, com suspeita de lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda. Aparentemente não é tão sério, mas o suficiente para preocupar Luis de la Fuente, técnico da Seleção Espanhola.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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