Paulo Galvão
Paulo Galvão
Jornalista formado pela PUC Minas
DOIS TOQUES

Clube brasileiro pode não ser bom negócio

Muitos clubes, sendo SAFs ou não, continuam com dificuldades para manter suas contas em dia

Publicidade

Mais lidas

A Lei nº 14.193/2021, em vigor desde agosto de 2021, autorizou a implementação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil. À época, a iniciativa foi tida como a salvação de muitos grandes clubes, que não tinham como pagar dívidas milionárias e, ao aderir ao novo modelo, ganharam fôlego para continuar não só mantendo suas atividades, mas também para seguir minimamente competitivos.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Nesses quase cinco anos, muita coisa aconteceu no futebol brasileiro, mas uma coisa não mudou: muitos clubes, sendo SAFs ou não, continuam com dificuldades para manter suas contas em dia. Muito disso passa pelo poço sem fundo que são as agremiações nacionais, que passaram grande parte de suas histórias administradas de forma amadora e/ou irresponsável.

E o advento das SAFs não mudou tanto o panorama. Apenas provou que incompetência não depende de forma ou de nacionalidade. Que o digam dois gigantes cariocas Botafogo e Vasco.

O clube da estrela solitária deu alegria a sua torcida com as incríveis conquistas do Brasileiro e da Copa Libertadores de 2024. Para isso, superou concorrentes fortes como o Palmeiras, no certame nacional, e o Atlético, no torneio continental.

Porém, menos de dois anos depois do êxtase, os botafoguenses voltaram a conviver com época de vacas magras. Salários atrasados, negociações nebulosas e, principalmente, dívida astronômica. O reflexo, óbvio, pode ser visto em campo, com campanhas modestas até mesmo no Campeonato Estadual do Rio deste ano.

Desesperados, os administradores do Bota fazem de tudo para encontrar um novo interessado em investir no clube. Depois de escantear o até então todo-poderoso norte-americano John Textor, o fundo de investimentos Eagle já comunicou publicamente a intenção de vender o controle acionário, inclusive publicando anúncio em jornal inglês.

O problema é achar alguém disposto a assumir dívidas de R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão de curto prazo.

No caso do Vasco, o “buraco” é menor, com o interessado assumindo dívida de cerca de R$ 1 bilhão. Porém, escaldados após a péssima experiência com a empresa estadunidense 777, que prometeu mundos e fundos e entregou mais dívidas antes de pular do barco, os vascaínos têm tomado muito cuidado quando procurados por potenciais investidores, como o empresário Marcos Faria Lamacchia, enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

Em Minas, as SAFs de Atlético e Cruzeiro são administradas de maneiras diferentes por seus controladores. Pelo lado alvinegro, a família Menin vem adotando postura mais austera quanto aos investimentos em contratações, até porque precisa arcar com custos altíssimos das dívidas, inclusive contraídas para montar times fortes em passado recente – não podemos nos esquecer do ano mágico que foi 2021 para os atleticanos.

Já no clube celeste, Pedro Lourenço ainda está na fase de arriscar e uma prova disso foram os mais de R$ 180 milhões investidos para ter o meio-campista Gerson no início deste ano. Resta saber qual a sua disposição para gastar do próprio bolso e, principalmente, a sua capacidade financeira para manter um elenco caro, mas sem título de expressão.


COISA DE LOUCO

Em um intervalo de 11 dias, o Corinthians teve dois jogadores expulsos por fazerem o mesmo gesto obsceno durante suas partidas. Os atletas prejudicaram a equipe em campo, a imagem de um clube gigante e, principalmente, o futebol.

Será que eles não pensam nas pessoas que estão no mundo todo assistindo as disputas, através de trocentas câmeras que não deixam nada escapar? Não levam em conta as milhares de crianças afetadas com tal atitude? Não pensam nos patrocinadores que ajudam a pagar seus polpudos salários?

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

É preciso tomar providências, o clube, a CBF, o STJD. Se a moda pega...

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

Tópicos relacionados:

atletico botafogo corinthians cruzeiro saf vasco

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay