Paulo Galvão
Paulo Galvão
Jornalista formado pela PUC Minas
DOIS TOQUES

Sem punição exemplar, brigas vão continuar

As imagens são públicas e deixam muito claro tudo que ocorreu no gramado do Gigante da Pampulha, quem fez o quê e de que forma

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Lamento profundamente o comportamento dos jogadores de Atlético e Cruzeiro no fim da decisão do Campeonato Mineiro de 2026, em jogo único, no Mineirão. O que começou com presença das duas torcidas, que empurraram seus times, e que era para terminar em uma grande festa, qualquer que fosse o vencedor, virou uma guerra campal, com integrantes das duas equipes se digladiando, inclusive com agressões pelas costas, o que demonstra covardia indefensável sob qualquer ponto de vista.

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Torço para que a Justiça Desportiva puna exemplarmente os brigões. As imagens são públicas e deixam muito claro tudo que ocorreu no gramado do Gigante da Pampulha, quem fez o quê e de que forma.

Alguns ainda reconheceram o erro cometido e pediram desculpas. Outros, nem isso. Houve até quem se justificasse alegando estarem defendendo os escudos que carregam nos uniformes. Esses não servem para ser atletas profissionais, que são espelhos para tanta gente, especialmente os mais jovens, cujos caráteres estão em formação.

Nossa sociedade está cada vez mais doente. Basta ver o comportamento das pessoas em tarefas simples do cotidiano, como dirigir. Sem falar nas postagens em redes sociais, que viraram verdadeiras terras de ninguém, locais sem lei, onde o vale tudo impera. Precisamos repensar tudo ou estaremos fadados à barbárie.

Parece não termos aprendido nada com mais de 5.000 anos de civilização. Não foi a primeira vez que um clássico mineiro terminou em sopapos entre integrantes dos tradicionais rivais. Em 2004, por exemplo, o zagueiro cruzeirense Cris e o goleiro atleticano Eduardo foram às vias de fato depois que o primeiro foi comemorar a conquista do título mineiro próximo à torcida alvinegra, o que o segundo entendeu como provocação. Foi o bastante para o caos se instaurar, inclusive com torcedores invadindo o campo de jogo.

Na ocasião, Cris pegou nove meses de suspensão, pena que acabou reduzida para seis meses. Em seguida, se transferiu para o Lyon-FRA. Ele garantiu que não teve a intenção de provocar ninguém, mas, sim, de comemorar o título estadual conquistado em cima do maior rival. Já Eduardo foi suspenso por quatro meses e alegou ter atuado para defender o clube de Lourdes.

Ou seja, “ficou barato” para os brigões. Talvez por isso a gente continue vendo cenas como a do último domingo no Mineirão, e também em outros estádios brasileiros.


FUTURO

Antes da confusão no Gigante da Pampulha, o clássico mineiro foi morno em termos de chances criadas. Por se tratar de jogo único, fiquei com a impressão que as duas equipes ficaram com medo de se arriscar e acabaram se preocupando mais em defender.

O mesmo vale para o Fla-Flu disputado no Maracanã, no qual os editores de imagem sofreram para escolher os melhores momentos. Assim, foi natural que terminasse 0 a 0, com o rubro-negro levando a melhor na disputa de pênaltis.

Continuo achando os estaduais uma perda de tempo. Tanto que os clássicos decisivos tanto em Minas quanto no Rio e também no Rio Grande do Sul foram maiores que as próprias competições.

Agora, é hora de todo mundo se concentrar no que realmente importa na temporada, o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa Libertadores – para quem vai disputá-la, obviamente –, além da Copa Sul-Americana. Passados dois meses do início da temporada, as faltas de condição física e ritmo de jogo não colam mais como desculpas.

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Curioso é ver time trocando de técnico mesmo estando bem no Brasileiro, caso do São Paulo. Com 83% de aproveitamento na Série A, a diretoria preferiu demitir Hernán Crespo e contratar Roger Machado. Difícil de entender, assim como ainda não compreendi a troca de Filipe Luís por Leonardo Jardim no Flamengo.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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