Os professores são fundamentais para a construção da sociedade com ações amplas para intermediar o conhecimento. A profissão está diretamente ligada à formação integral estudantil e cidadã. A verdade é que a rotina dos educadores costuma ser bastante extensa, normalmente, ocupada com atividades escolares, o contato com os alunos, a preparação de aulas e outros exercícios, visando incrementar o processo de aprendizagem. A função não é limitada apenas ao horário escolar, apresentando muitas horas extras, excesso de funções, sobrecarga e falta de investimento.
Mesmo com todas as dificuldades, felizmente existem milhares de professores apaixonados pela arte de ensinar, conscientes do papel de influenciar o futuro de jovens de maneira positiva, ação que motiva a busca por maior especialização.
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Ser professor significa aprendizado constante. As necessidades se tornaram ainda maiores agora, com a maior compreensão de transtornos envolvendo a mente e a grande presença de crianças com necessidades especiais na sala de aula. Elas sempre estiveram nas escolas, entretanto, agora, não basta colocá-las em uma turma e esperar que sigam o ritmo dos outros colegas, pois precisam de acompanhamento especial, acolhimento e, até mesmo, adaptação de métodos para facilitar o processo de aprendizagem.
A verdade é que não existe alunos iguais. Mesmo entre aqueles sem diagnósticos para condições como autismo ou dislexia. Afinal, podem apresentar dificuldades e os profissionais precisam estar prontos para atuar nessas situações, atuando para que esses estudantes sejam capazes de aprender o conteúdo.
Contudo, apesar de tamanha importância, o educador nunca foi tão desvalorizado. É possível observar o aumento de notícias de caráter violento envolvendo professores, como o caso da docente de São José dos Campos que encontrou um pedaço de vidro dentro de seu copo de água, além de outros tipos de agressões, físicas, verbais ou psicológicas, causadas por alunos, pais e responsáveis.
Para se ter uma ideia, uma pesquisa do Centro do Professorado Paulista (CPP) mostrou que 65% dos 1.144 entrevistados afirmaram já ter sofrido algum tipo de agressão em sala de aula ou dentro do ambiente escolar. Além disso, o Brasil lidera o ranking da violência contra professores das Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), referente a 2024, sendo que mais de 280 mil profissionais da área foram entrevistados, em 55 países.
As agressões causam milhares de afastamentos de professores das funções para tratamento da saúde mental, condição que também acaba por afetar o andamento das atividades em classe. A verdade é que a saúde precisa vir em primeiro lugar, pois um profissional doente é um profissional vulnerável.
A situação é bastante séria e, enquanto muitos esperam a chegada do dia anual de celebração e homenagem à figura do educador para descansar, poucos pensam sobre sua importância e crescente desvalorização, comprometendo diversos âmbitos cotidianos e da vida.
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