Paradas icônicas nas estradas perto de BH: onde parar e o que comer
Conheça lanchonetes e restaurantes tradicionais à beira da pista para fazer pausas bem saborosas e descansar com conforto durante a viagem
Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Quem mora em Belo Horizonte sabe: viajar por Minas Gerais é também uma viagem gastronômica. As estradas que cortam o estado guardam pontos de parada que viraram tradição, quase um ritual obrigatório antes de continuar o trajeto. Reunimos algumas das paradas mais icônicas nos arredores da capital mineira, com direito a história, prato campeão e localização.
Roselanche (BR-040, Barbacena)
Não dá para falar em paradas de estrada mineiras sem citar o Roselanche. Fundado em 1969 pelos irmãos Adilson e Aldemir Tonholo, o local fica em Barbacena, na região do Campo das Vertentes, a cerca de 170 km de BH, e é parada quase obrigatória para quem viaja pela BR-040 rumo ao Rio de Janeiro.
Os pedidos certeiros: o sanduíche de filé com queijo, o cigarrete recheado de queijo e presunto, e claro, o pão de queijo, tão procurado que é vendido congelado para o viajante levar para casa. Desde 2021, o Roselanche também tem uma unidade na Savassi, em BH, para quem não quer esperar a próxima viagem para matar a saudade.
Charm Country (BR-383, São Brás do Suaçuí)
No caminho entre Belo Horizonte e São João del Rei ou Tiradentes, no km 26 da BR-383, o Charm Country é outro clássico. Como o nome sugere, a decoração aposta no estilo country americano, com direito a botas e chapéus pelo salão, contrastando (ou combinando, a depender do olhar) com o cardápio bem mineiro. É um restaurante self-service com fogão a lenha, e o prato mais pedido pelos viajantes é o pão de queijo recheado com linguiça e queijo, satisfação garantida para quem quer esticar as pernas no meio do trajeto.
Sorveteria Paquistanesa (BR-356, Amarantina, distrito de Ouro Preto)
Uma das paradas mais curiosas e queridas de quem viaja de BH a Ouro Preto fica na região de Amarantina: a Sorveteria Paquistanesa, reconhecível de longe pela imensa placa amarela que anuncia "sorvete paquistanês, natural e exótico". A cerca de 70-75 km da capital, o local é comandado por Cláudia Helena Dias, também chamada de Omay Hani, nome que assumiu ao se converter ao islamismo depois de viver no Paquistão, onde conheceu o marido.
O que torna essa parada única é o cardápio: são até 300 sabores de sorvete que combinam frutas brasileiras com especiarias asiáticas, como rosas, hibisco, açafrão com gengibre, pistache com figo, araticum e as famosas receitas batizadas de "segredo paquistanês" ou "mistério paquistanês". Muitos viajantes fazem questão de parar tanto na ida quanto na volta de Ouro Preto só para experimentar mais sabores, e o local também é conhecido por quem sobe até o Pico do Itacolomi.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Um roteiro à parte: a Estrada Real
Vale lembrar que boa parte dessas paradas ganha ainda mais sentido dentro do contexto da Estrada Real, a maior rota turística do Brasil, com cerca de 1.630 km entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Criada no século 17 para o transporte de ouro e diamantes, hoje é dividida em quatro caminhos principais voltados ao turismo, entre eles o Caminho Velho, que liga Belo Horizonte a Ouro Preto, Mariana e Tiradentes, e concentra boa parte dessas paradas históricas de beira de estrada.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
