A campanha Outubro Rosa não é apenas um alerta para prevenir o câncer de mama. É um momento de reflexão sobre o cuidado com a saúde em todas as fases da vida da mulher. Com mais de 78 mil novos casos anuais estimados para o triênio 2026-2018 no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), esta é a doença oncológica mais incidente na população feminina, o que torna a informação e o acesso a exames essenciais para salvar vidas.
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Conhecer opções de reconstrução mamária, os efeitos colaterais e as estratégias de suporte psicológico é fundamental. A seguir, o doutor Daniel Luiz Gimenes, oncologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, responde a dúvidas das pacientes:
1. Mamografia sempre acerta? Quando usar outros exames? A mamografia é o principal exame para rastreamento do câncer de mama. No entanto, ela pode ter limitações. Mamas densas podem apresentar resultados menos conclusivos. Nesse caso, o médico pede ultrassom ou ressonância magnética.
2. Devo fazer teste genético? Em geral, ele é indicado para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou ovário, especialmente em casos diagnosticados em idade precoce.
3. A reconstrução mamária deve ser imediata? Esta é uma das etapas mais importantes do tratamento, impactando diretamente a autoestima e o bem-estar. A cirurgia pode ser feita de forma imediata ou em um segundo momento, após o término do tratamento oncológico.
A decisão depende de fatores como o tipo de cirurgia realizada, a necessidade de radioterapia e as condições clínicas da paciente. Independentemente do momento, a reconstrução é direito previsto em lei, assegurado pelo SUS e planos de saúde.
4. Como lidar com os efeitos colaterais no dia a dia? Eles variam conforme a terapia utilizada, cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia ou terapias-alvo. Entre os mais comuns estão fadiga, queda de cabelo, náuseas, alterações de pele e sintomas relacionados à menopausa induzida.
5. Como será o acompanhamento pós-tratamento? O acompanhamento é essencial para monitorar possíveis recidivas e garantir a saúde global da paciente. Nos primeiros anos, consultas e exames costumam ser mais frequentes, a cada três a seis meses, e depois podem ser espaçados, conforme avaliação médica.
6. O impacto do câncer de mama vai além do físico. Questões relacionadas à sexualidade, autoestima e imagem corporal são comuns e devem ser acolhidas pela equipe de saúde. Alterações hormonais e mudanças na percepção da feminilidade podem afetar a vida íntima e emocional.
Nesse contexto, o suporte psicológico e o acompanhamento multidisciplinar se tornam fundamentais. Terapias de casal, grupos de apoio e orientação especializada ajudam a ressignificar a experiência e a fortalecer os vínculos afetivos.
“O tratamento não termina com o fim da quimioterapia ou da cirurgia. Ele continua no cuidado emocional, que é tão importante quanto o clínico”, destaca o doutor Daniel Gimenes.
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* Isabela Teixeira da Costa/Interina
