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SIGA NOO cardiologista, homeopata e escritor mineiro Ivan Coelho Maciel nasceu em Sete Lagoas. Aos 13 anos, se mudou para Ouro Preto, onde estudou dois anos no Colégio Arquidiocesano em regime de internato. Em Belo Horizonte, estudou no Colégio Santo Antônio, onde se formou no curso científico. Se graduou na Faculdade de Medicina da UFMG em 1970. Fez especialização em Cardiologia na Universidade de São Paulo (USP) sob a batuta de mestres inesquecíveis como Luís Venere Decourt e Euriclides de Jesus Zerbini.
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Na tentativa de entender o ser humano de uma forma mais ampla e holística, se especializou em Homeopatia e Nutricionista. É membro honorário da Sociedade dos Ex-alunos da Escola de Minas de Ouro Preto (Semop). E foi na Semop que fez, recentemente, uma palestra especial.
Ele afirma que nessa jornada - profissional e pessoal -, o trabalho e a experiência mostraram que o coração ensina muito mais do que apenas fisiologia. Ele ensina sobre coragem, resiliência, perdas, recomeços, gratidão, amor e, acima de tudo, propósito.
Foi dessa percepção dos ensinamentos do coração que nasceram dois livros escritos por dr. Ivan Maciel: Receitando Casos (2018) e Memórias do Coração (2022), ambos baseados em casos reais que atendeu em seu consultório. Segundo o médico, ele compreendeu, ao longo de mais de cinco décadas, que o remédio mais poderoso da medicina não está nas prateleiras das farmácias, mas “reside na escuta médica atenta, no silêncio acolhedor e no olhar genuíno do médico”.
Ele afirma que a medicina é feita de ciência, “mas a cura é tecida com humanidade. Cada paciente que se sentou à minha frente deixou uma lição. Como nos ensina o escritor americano Orison S. Mardem: 'Os médicos mais notáveis são os que sabem incluir fé e esperança nas receitas de seus doentes'.”
A palestra foi recheada de exemplos que estão nos livros, todas elas ilustram uma máxima que tenho falado aqui com certa frequência. O foco principal agora não é mais no quanto vamos viver, mas como podemos envelhecer com dignidade e saúde.
Dr. Ivan cita a sabedoria clássica de Cícero, em seu tratado De Senectute escrito em 44 a.C.: "a velhice não é um fardo, mas uma fase de lucidez, paz e plena colheita intelectual...", e afirma que para que essa colheita seja verdadeiramente plena, precisamos manter nossa autonomia, domínio de nós mesmos e dignidade.
O grande desafio comum, portanto, pode ser resumido em uma frase: “Transformar anos de vida em vida ativa nos anos”. E completa: “a percepção da idade muda ao passo do avanço da expectativa de vida”. E concluiu pedindo a todos para, simplesmente, voltar um pouco no tempo e comparar e observar a rápida transformação que nós vivenciamos ao longo do século 20 até os dias de hoje.
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E fica a pergunta: como será a vida e a saúde dos pré-adolescentes, adolescentes e jovens de hoje quando envelhecerem se, atualmente, muitos deles já fazem uso de antidepressivos e medicamentos contra ansiedade e para dormir?
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.