As pessoas estão cada vez mais desatentas. O que antes era reputado aos idosos, hoje rompeu o limite da idade e “pegou geral”. Se não acreditam, basta sentar em qualquer ponto da cidade e observar atentamente as pessoas no vai-e-vem das ruas, inclusive os motoristas.
A maioria dos pedestres anda olhando o celular e, portanto, não presta atenção no que está ao seu redor. Outros tantos, que olham para a frente, usam fones de ouvido. Isso significa que, apesar de olharem para a frente, a cabeça está em outro lugar.
Leia Mais
E os motoristas? É proibido usar celular e fone de ouvido, mas os carros estão equipados com sincronização automática, o que permite ligações com hands free e viva voz pelo som do veículo. E posso dizer, por experiência própria, dependendo do teor da conversa, já errei muito caminho.
Fora os motoristas que, em caso de congestionamento, aproveitam para mexer no celular e atrasam na hora de arrancar e, muitas vezes, arrancam sem olhar e causam colisão no carro da frente. Pura falta de atenção.
Os motoristas de ônibus também usam fone de ouvido e não estão escutando o sinal de parada e, constantemente passam do ponto, e os passageiros têm que gritar dentro do coletivo para conseguirem descer a tempo, sem ter que andar para trás um longo caminho. Isso não é falta de atenção, é fuga e desleixo com o trabalho.
Mas existem outros casos. Esquecer onde colocou a chave de casa, do carro, do escritório ou qualquer outro objeto. Certa vez, comentei isso com um médico, e ele me disse que é pura falta de atenção. Fazemos as coisas no “piloto automático” e por isso não guardamos o que foi feito. Isso se agrava com a idade e acabamos achando que estamos perdendo a memória. Ledo engano.
Receita: faça as coisas com atenção. Arrume a casa, guarde os objetos prestando atenção no que está fazendo, e, se for bagunceiro, se organize e guarde sempre as coisas no lugar correto e esses pequenos problemas acabam.
Outra situação. Confiamos tanto nos médicos que nos atendem que não conferimos receitas e pedidos de exames corretamente. Ontem fui ao laboratório fazer exame de sangue para um check up de rotina. A demora estava grande pelo excesso de pessoas.
Depois de muito tempo, uma moça foi chamada para fazer a ficha e não pode continuar o atendimento porque a médica tinha preenchido o pedido com a data do mês 9 (setembro) e ainda estamos em agosto. O pedido deve ter sido feito em julho, já que ontem foi o primeiro dia útil de agosto. A paciente pegou todos os pedidos e receitas e não conferiu nada. Mas quem faz isso? Ninguém. Porém, agora, é ela que terá que retornar à médica para pegar novo pedido com a data correta.
Pior aconteceu comigo. Tive um probleminha de saúde e precisei tomar um antibiótico. Fui à farmácia e entreguei a receita, já em duas vias. Fui atendida pela farmacêutica, diga-se de passagem muito simpática e atenciosa. Me entregou a medicação, paguei e saí. Deixei para tomar o remédio às 20h, calculando o melhor horário para tomar após 12h.
Qual não foi minha surpresa quando recebi, às 20h30, uma mensagem da farmacêutica perguntando se já havia tomado a medicação. Disse que sim ela falou que precisava trocar porque tinha entregado o remédio errado.
Pasmem, tomei outro antibiótico, para outra coisa completamente diferente. O pior de tudo, a recomendação era tomar dois comprimidos de uma vez – ou seja, dose dupla –, e eu estava passando muito mal, um enjoo terrível, não conseguia nem me mexer.
No dia seguinte, fui à farmácia e troquei o medicamento. Mas vejam o perigo. Falta de atenção tanto dela quanto minha. Dela, que estava com a receita na mão e pegou o medicamento errado, e minha, porque não conferi o nome, só conferimos a data de vencimento.
Já pensou se fosse uma medicação da qual eu tivesse alergia e acontecesse algo mais grave? E eu moro sozinha. Sabe-se lá se eu conseguiria um socorro a tempo. Aprendi uma lição. Agora eu fico atenta a tudo. Fica aí o alerta para todos.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
* Isabela Teixeira da Costa/Interina
