Há 16 anos, a farmacêutica e artista Eve Picardi criou o programa Arte que Salva com um propósito claro: socorrer e melhorar, por meio da cultura, as condições de vida de crianças em situação de risco e pobreza. Cerca de 1,5 mil pequenos do Brasil, Haiti, Moçambique e Guiné-Bissau, além de refugiados das guerras da Síria e do Iraque, foram impactados com melhorias de moradia, alimentação e saúde.

Como o programa funciona? Pede-se a crianças em situação de vulnerabilidade para pintar o que quiserem. O programa dá o material necessário. Eve e voluntários convidam artistas plásticos locais para criar obras de arte usando como ponto de partida a pintura de uma das crianças.

Quadros dos artistas plásticos são leiloados e a renda é destinada ao projeto. Obter uma obra do projeto Arte que Salva significa melhorar a vida de pequenos que não têm voz, significa também levar para casa obras vindas do amor voluntário e eficaz.

 

 

O trabalho é tão bonito, sensível e sério que, em 6 de junho de 2014, a iniciativa foi reconhecida pelo governo dos EUA como organização sem fins lucrativos, o que lhe confere credibilidade e idoneidade.

Estou falando do assunto porque mais um Arte que Salva está ativo, desta vez para abençoar o interior da Paraíba e Fortaleza, no Ceará, além de crianças africanas.

Expostas em BH e no site "Arte que Salva" , obras serão vendidas em leilões. A mostra está marcada para 21, 22 e 23 de março, das 9h às 20h, no Espaço 114 (Rua Celso Porfírio Machado, 114, Belvedere).

Haverá leilão presencial aqui em Belo Horizonte e será possível fazer lance prévio, virtualmente. O Instagram é @arte_que_salva.

O programa já levou alimentos e água para famílias que moram perto do lixão de Gramacho, no Rio de Janeiro.

Comprou filtro de água para os moradores de Fernando Falcão, no Maranhão, além de uniformes, brinquedos, remédios e material escolar. Também ajudou a construir um centro de estudos infantil em Fernando Falcão.

Após o terremoto no Haiti, o projeto alimentou 125 crianças em Porto Príncipe, durante dois anos, além de providenciar remédios, camas e tratamento dentário para a comunidade. Construiu uma escola na capital haitiana.

Na cidade moçambicana de Nampula, na África, o projeto comprou um caminhão para a organização Corredores do Reino, facilitando o trabalho missionário na região. Enviou laboratório completo de diagnóstico de malária para Nampula, salvando vidas. Também abriu um poço artesiano, levando água potável para aquela comunidade.

O projeto construiu a primeira escola na Ilha de Bijajó, em Guiné-Bissau, abrindo portas para a educação em uma região isolada.


Auxiliou crianças refugiadas das guerras do Iraque e da Síria, que estavam em um campo de refugiados em Amã, na Jordânia. Ajudou a construir uma escola ali.

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O Arte que Salva vem ampliando sua atuação no Nordeste brasileiro. Que tal ajudar? Fica a dica.

* Isabela Teixeira da Costa/Interina

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