O senador Rodrigo Pacheco ainda não assinou ficha no PSB, mas já trata o convite para disputar o governo de Minas como “o mais sedutor” de sua trajetória política. A declaração, feita durante um jantar reservado com a cúpula do partido, elevou o otimismo interno e reforçou a percepção de que sua candidatura está em construção.
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O encontro, realizado em um condomínio em Brasília, descrito por alguns como intimista, reuniu nomes centrais da articulação nacional da sigla, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente do PSB, João Campos, além de parlamentares.
Foi o próprio João Campos quem, segundo relatos de bastidor, chegou a entregar a ficha de filiação ao senador durante o jantar. O gesto, simbólico e cuidadosamente encenado, tinha como objetivo selar ali mesmo a entrada de Pacheco no partido. A assinatura, porém, não ocorreu durante o jantar.
Ainda assim, o tom adotado pelo senador mudou o peso da conversa. Ao relembrar sua atuação em momentos críticos da democracia, foi aplaudido pelos presentes e afirmou que não se furtaria dessa defesa, em uma fala interpretada como indicativo de que não pretende se omitir diante da disputa em Minas.
A combinação entre a recusa formal em assinar e a disposição política demonstrada criou um cenário híbrido: Pacheco mantém a cautela institucional, mas passa a emitir sinais claros de avanço.
Publicamente, ele evita confirmar candidatura e segue com portas abertas para MDB e União Brasil. Nos bastidores, no entanto, a leitura já é mais direta. Interlocutores do PSB avaliam que, mesmo sem assinatura, o senador deu um passo além ao aceitar o gesto e classificar o convite como sedutor.
No pano de fundo, pesa também a necessidade de saída do PSD, partido que hoje tem como pré-candidato ao governo o atual chefe do Executivo mineiro, Mateus Simões.
O senador deve anunciar nova casa apenas no fim da janela partidária, no dia 4 de abril.
GOVERNADOR
Durante ato de filiação ao PL, o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli sinalizou que pode disputar o governo de Minas Gerais em 2026, apesar de afirmar que sua prioridade é uma vaga na Assembleia Legislativa. Ao mencionar a “ausência de boas opções” no campo da direita, deixou em aberto a possibilidade de rever os planos caso o partido precise de um nome competitivo. A filiação ocorreu em reunião com lideranças como Valdemar Costa Neto, Domingos Sávio e Junio Amaral, em meio às articulações da legenda para 2026.
TOUR PELAS LOJAS ZEMA
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), está fazendo um tour pelas Lojas Zema. A rede, que comercializa eletrodomésticos e móveis, tem unidades no interior de Minas Gerais e de São Paulo. Desde que deixou o cargo no Executivo, no último domingo (22), Zema tem focado em agendas ligadas ao setor agropecuário, além de conceder entrevistas e retomar o comando de suas empresas.
NOVA LIDERANÇA
Após a deputada estadual Lud Falcão (Podemos) deixar a vice-liderança de governo na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Carol Caram (Avante) assumiu o posto nesta quarta-feira (25); Lud havia anunciado a saída após acusar o governador Mateus Simões (PSD) de ameaçá-la em meio a um desentendimento envolvendo seu marido, o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), e, à época, chegou a classificá-lo como “machista”, “agressivo” e “desequilibrado”, enquanto Simões reagiu em nota afirmando que a deputada agia com “ânsia por protagonismo” e instrumentalizava uma pauta sensível.
NIKOLAS
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios derrubou a condenação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais, entendendo que sua fala, em 2023, está protegida pela imunidade parlamentar. O caso envolve discurso no Câmara dos Deputados no Dia da Mulher, contestado por entidades, que ainda avaliam recorrer da decisão.
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