A empresa de resgate em águas profundas Odyssey Marine Exploration firmou um contrato com o governo britânico em 2010. O acordo autorizou a realização de buscas nas proximidades dos restos do SS Gairsoppa, cargueiro britânico ativo no comércio marítimo desde 1919 e que transportava cargas valiosas pelos oceanos Pacífico e Índico.

O navio afundou em fevereiro de 1941 após ser torpedeado por um submarino alemão. O naufrágio ocorreu a 4.700 metros de profundidade no Oceano Atlântico. Anos mais tarde, a companhia obteve permissão governamental para explorar a embarcação submersa e retirar a carga.

Conforme informações divulgadas pela "CBC", o navio levava 6.350 toneladas de produtos com alto valor comercial: chá, ferro fundido e lingotes de prata. Esse carregamento apresentava alta avaliação financeira, semelhante à carga de outro navio estimada em 400 milhões de dólares.

Resgate a quase 5 mil metros

Em julho de 2013, pesquisadores localizaram 61 toneladas de prata na estrutura submersa. A equipe registrou, recolheu e armazenou 1.574 lingotes de prata. Durante as expedições realizadas em 2012 e 2013, os especialistas recuperaram mais de 99% da prata segurada declarada a bordo no momento do ataque.

Pelos valores de câmbio daquele período, os lingotes correspondiam a 38 milhões de dólares, quantia equivalente a mais de 32 milhões de euros. A descoberta se compara à carga de um navio repleto de ouro localizado a mais de 2.000 metros no Atlântico.

A prata recuperada seguiu para um armazém seguro no Reino Unido. A Odyssey Marine Exploration apontou essa missão como a maior e mais profunda já concluída para resgatar materiais preciosos do interior de uma embarcação naufragada.

Novas buscas no mar

A empresa continuou as atividades na região com a meta de extrair 600.000 onças de prata adicionais do SS Mantola. Esse outro navio britânico afundou em 1917 após ataque de submarino alemão e repousa a cerca de 160 quilômetros do SS Gairsoppa.

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Para essa nova frente, a organização assinou outro contrato governamental em setembro de 2011, que fixou a retenção de 80% do valor líquido da prata encontrada. Em disputa anterior na justiça, a Odyssey precisou devolver um tesouro marinho à Espanha.

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