SAÚDE

O que o álcool faz no fígado vai além dos efeitos imediatos: pesquisador explica como a inflamação pode abrir caminho para o desenvolvimento de tumores hepáticos

Cientistas desvendam como a restrição alimentar protege as células do fígado e abre caminhos promissores para novos tratamentos contra o câncer

Publicidade
Carregando...

A sobreabundância de calorias provocada pelo consumo de ultraprocessados e pelo sedentarismo afeta o equilíbrio metabólico humano. Alejo Efeyan, chefe do Grupo de Metabolismo e Sinalização Celular do Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO), estuda como a restrição dietética e o jejum intermitente agem nas células hepáticas.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Em testes laboratoriais com camundongos, comer 30% a menos do habitual aumentou a longevidade e protegeu o fígado. A redução também atrasou o surgimento de tumores induzidos. Ao concentrar a mesma quantia diária de ração em sete horas, os roedores apresentaram melhoras metabólicas imediatas.

Danos do excesso nutricional no fígado

O fígado coordena o metabolismo corporal e monitora a chegada de nutrientes após a digestão. Quando ocorre sobrecarga calórica contínua, a gordura passa a se acumular em locais inadequados do tecido hepático, processo que gera inflamação subclínica crônica e fibrose.

Esse ambiente celular sustentado eleva as chances de surgimento do carcinoma hepatocelular. Segundo a Sociedade Americana contra o Câncer e o National Cancer Research Institute, a incidência da doença triplicou nas últimas décadas entre indivíduos com mais de 65 anos, faixa em que distúrbios metabólicos e obesidade ampliam os impactos do envelhecimento.

Mecanismos moleculares e novos tratamentos

Com apoio de 1.250.000 euros do Programa CRIS de Excelência 2026, concedido pela Fundação CRIS Contra o Câncer, os pesquisadores analisam a proteína mTOR e as vias de detecção de nutrientes. O grupo observou que manter esses componentes ativados artificialmente anula os benefícios do jejum.

A investigação não busca impor restrições alimentares severas a idosos, grupo vulnerável à desnutrição e à perda de massa muscular associada à sarcopenia. O objetivo central consiste em mapear os alvos biológicos para desenvolver medicamentos que reproduzam os efeitos benéficos do jejum no fígado sem debilitar o organismo.

Para manter o órgão saudável a longo prazo, evidências biológicas sustentam medidas preventivas básicas:


Tópicos relacionados:

cancer-no-figado saude

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay