Mordidas suaves de cães nem sempre indicam agressividade. O veterinário Pancho Cavero explicou em suas redes sociais que esse gesto serve como forma de comunicação e convivência com as pessoas, expressando afeto, vontade de brincar ou busca por atenção, conforme o contexto.

Origem do comportamento

O hábito costuma surgir nas primeiras semanas de vida. Quando filhotes, os cães mordiscam uns aos outros, limpam-se mutuamente e fortalecem laços. Na fase adulta, alguns mantêm o costume com a família humana como parte da rotina de convivência.

A mordida também serve para filhotes explorarem o ambiente e treinarem a pressão da mandíbula. Ao apertar com muita força durante uma brincadeira, o companheiro se queixa ou se afasta. Essa reação ensina o animal a controlar a intensidade da força aplicada.

Leitura corporal e limites

A postura física do cão revela a motivação do gesto:

  • corpo relaxado, musculatura solta e olhar calmo indicam brincadeira ou carinho;

  • rigidez e sinais de desconforto pedem afastamento imediato, sem insistir no contato.

Tutores de filhotes devem evitar usar as mãos como brinquedo. A recomendação consiste em redirecionar o foco para itens apropriados:

  • pelúcias;

  • cordas;

  • mordedores.

Se o cão morder durante uma brincadeira, basta interromper a interação e retirar a atenção para fixar um limite sem envolver as mãos na diversão.

Troca de dentes e cuidados

A intensidade das mordidas tende a crescer no período da dentição. Filhotes perdem os dentes de leite por volta das 16 semanas, processo que dura de um a dois meses. O incômodo nas gengivas estimula a mastigação constante de objetos.

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Tutores devem evitar repreensões e acompanhar a frequência das mordidas. É necessário verificar se a força aumenta ou se surgem sinais de mal-estar. Quando existirem dificuldades para identificar as causas, um veterinário especialista em comportamento ou um educador canino qualificado pode avaliar o animal.


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