Há mais de duas décadas, o canadense Jeremy Schofield, conhecido como Ephemeral Remy, transforma o próprio corpo em uma obra de arte em constante mudança. Com pelo menos 90% da pele coberta por tatuagens desde 2005, ele acumula cerca de 40 camadas de tinta, com algumas regiões preenchidas mais de 100 vezes.

O resultado garantiu a Remy o título de homem vivo mais tatuado na categoria de múltiplas camadas, de acordo com o Guinness World Records. Ex-cozinheiro, ele já passou mais de mil horas sendo tatuado e teve trabalhos realizados por mais de 40 artistas.

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Apesar da extensão atual, sua jornada começou de maneira discreta, com o nome do filho tatuado no antebraço esquerdo. Na época, ele já tinha mais de 100 piercings, mas não planejava cobrir quase todo o corpo com tinta.

“Honestamente, como sempre fui um cara com uma aparência meio estranha (...) todo mundo que me conhece já se acostumou comigo, e a menos que eu mencione diretamente algo novo que fiz, eles nem percebem mais”, disse ao Guinness.

De uma tatuagem a dezenas de camadas

A primeira camada de tatuagens foi construída gradualmente durante o início da vida adulta. Conforme os anos passaram, novos trabalhos foram adicionados sobre os anteriores, acompanhando suas mudanças pessoais. O processo, no entanto, está longe de terminar.

Remy costuma agendar suas sessões com três a seis meses de antecedência e continua sendo tatuado duas ou três vezes por semana. Entre os desenhos espalhados pelo corpo estão rosas, criaturas marinhas, demônios e até um cachorro de smoking.

Algumas das artes têm uma história mais antiga. Desenhos como o grande olho que ocupa o centro de seu tronco foram criados por ele mesmo quando criança e, anos depois, serviram de referência para tatuadores. Remy cita a virilha e as nádegas como as áreas mais dolorosas para tatuar.

Dois recordistas diferentes

O reconhecimento de Remy pelo Guinness começou de forma curiosa. Quem chamou a atenção da organização para o canadense foi Lucky Diamond Rich, que por 20 anos manteve o recorde de homem mais tatuado.

Ao analisar os dois casos, o Guinness percebeu que eles poderiam ocupar categorias diferentes. Lucky tem uma porcentagem maior do corpo coberta por tinta, enquanto Remy acumula mais camadas de tatuagens sobrepostas.

Assim, Remy passou a deter o recorde de múltiplas camadas, e Lucky ficou com o título por cobertura total, que inclui 100% do corpo pintado de preto. Craig Glenday, editor-chefe do Guinness, afirma que se Remy decidir cobrir rosto, palmas e solas dos pés, poderá deter os dois títulos.

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O canadense não demonstra intenção de parar. Embora não tenha planejado conquistar um recorde, ele afirma que sua relação com as tatuagens se tornou um processo contínuo de aprendizado e evolução.


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