ALEGRIA

Por que organizar a casa pode ser uma jornada de autoconhecimento: a técnica que ignora a utilidade dos objetos e foca apenas na emoção que eles trazem

Especialistas explicam como o descarte consciente vai além da limpeza e qual é o real impacto psicológico de escolher o que deve permanecer

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A consultora de organização japonesa Marie Kondo revolucionou a forma como as pessoas arrumam suas casas com uma abordagem que vai muito além de simplesmente descartar o que não se usa.

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Ao contrário de métodos rápidos e baseados em tempo, sua técnica, conhecida como KonMari, propõe uma jornada de autoconhecimento através dos objetos, focada em uma pergunta central: ‘Isso me traz alegria?’.

A mudança de foco: da utilidade para a alegria

O pilar do método KonMari é a mudança de critério. Em vez de decidir o que jogar fora, o foco é escolher conscientemente o que manter. A famosa pergunta ‘isso me traz alegria?’ (ou ‘spark joy’, no original) convida a uma avaliação emocional e intuitiva. Segundo Kondo, autora do best-seller A Mágica da Arrumação, ao segurar cada item, devemos sentir uma centelha de felicidade. Se a resposta for indiferença ou negatividade, é hora de agradecer ao objeto por seu serviço e deixá-lo ir.

Organização por categoria, não por cômodo

Outro erro comum que o método KonMari busca corrigir é a arrumação por localização. Limpar o quarto e depois a sala apenas move a desordem de lugar.

A proposta de Kondo é reunir todos os itens de uma mesma categoria, de todos os cantos da casa, em um único local. Isso permite ter uma noção real do volume de coisas que se possui e tomar decisões mais assertivas.

Qual a ordem correta para organizar?

Pessoa segurando uma caixa branca cheia de brinquedos de pelúcia coloridos e livros pequenos
Organizar por categoria, como os itens guardados nesta caixa, é essencial para o método KonMari de Marie KondoCréditos: depositphotos.com / Vejaa

A sequência das categorias é estratégica, começando pelas mais fáceis e deixando as de maior carga emocional para o final, quando a habilidade de decisão já está mais apurada. O processo segue cinco etapas:


    1. Roupas: O ponto de partida para treinar o ‘sensor de alegria’.



    1. Livros: Desafia o apego ao conhecimento que talvez nunca seja acessado.



    1. Papéis: Exige disciplina para manter apenas o essencial, como documentos e contratos.



    1. Komono (itens diversos): A categoria mais ampla, que inclui desde utensílios de cozinha e eletrônicos até produtos de beleza.



    1. Itens de valor sentimental: A etapa final, que envolve fotos, cartas e lembranças, quando a intuição já está afiada.


O método de Marie Kondo não é sobre minimalismo extremo, mas sobre criar um lar onde se está cercado apenas por coisas que se ama ou que são verdadeiramente necessárias. Ao transformar a arrumação em um ‘evento especial’ e consciente, a promessa é que a desordem não volte a se instalar.

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