Ácidos glicólico e salicílico: o perigo de combiná-los sem supervisão
O uso incorreto de dermocosméticos tem causado lesões graves; especialistas explicam por que a busca por resultados rápidos pode destruir sua pele
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O uso de ácidos faciais se popularizou nas rotinas de cuidados com a pele, impulsionado por marcas que prometem resultados rápidos e acessíveis. Produtos com altas concentrações de ativos, como os ácidos glicólico, salicílico e mandélico, agora ocupam prateleiras de farmácias e lares, mas o uso combinado e sem orientação acende um alerta para dermatologistas devido ao aumento de casos de irritação, queimaduras e efeito rebote.
A aplicação incorreta desses dermocosméticos pode comprometer a saúde da pele de forma significativa. A busca por uma pele perfeita pode levar a misturas perigosas, transformando o que deveria ser um tratamento em um problema complexo e, por vezes, de difícil reversão.
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O que são ácidos faciais e como funcionam?
Ácidos faciais são substâncias químicas que promovem a esfoliação e a renovação celular da pele. Eles atuam removendo a camada de células mortas da superfície, o que ajuda a desobstruir poros, suavizar texturas, clarear manchas e estimular a produção de colágeno, resultando em uma pele mais uniforme e viçosa.
Cada ativo possui uma finalidade específica. O ácido glicólico, por exemplo, é eficaz contra sinais de envelhecimento, enquanto o salicílico é mais indicado para peles oleosas e acneicas por sua capacidade de penetrar nos poros e controlar a produção de sebo. O ácido salicílico é um beta-hidroxiácido (BHA), enquanto o glicólico e mandélico são alfa-hidroxiácidos (AHAs), cada um com formas distintas de penetração na pele.
Quais os riscos de usar ácidos sem orientação?
A combinação de diferentes ácidos ou o uso de concentrações muito altas sem o devido acompanhamento pode danificar a barreira de proteção natural da pele. Essa agressão deixa o tecido cutâneo vulnerável a uma série de problemas. Os principais perigos incluem:
Queimaduras químicas: o contato de ativos incompatíveis ou em excesso pode causar vermelhidão intensa, descamação e até mesmo feridas na pele.
Manchas e hiperpigmentação: uma inflamação causada pelo uso indevido pode estimular a produção de melanina, resultando no surgimento de novas manchas escuras ou no agravamento das existentes.
Efeito rebote: a irritação causada pelo uso excessivo de ácidos pode agravar quadros de acne e oleosidade, além de comprometer a função de barreira da pele.
Sensibilização extrema: o dano à barreira cutânea torna a pele reativa a qualquer produto, inclusive sabonetes neutros e hidratantes, causando ardência e desconforto constantes.
Como combinar ácidos faciais com segurança?
Para aproveitar os benefícios dos ácidos sem colocar a pele em risco, a regra principal é a moderação e a observação. A introdução de um novo ativo na rotina de skincare deve ser gradual, permitindo que a pele se adapte. Além disso, a proteção solar se torna um passo indispensável e inegociável durante o tratamento.
É fundamental entender que nem todos os produtos podem ser usados juntos. A sobreposição de ácidos pode anular efeitos ou, pior, potencializar a irritação. Por isso, seguir algumas diretrizes básicas de aplicação é essencial para garantir a eficácia e a segurança do tratamento. Consultar um dermatologista antes de iniciar qualquer tratamento com ácidos é fundamental para avaliar o tipo de pele e definir concentrações adequadas.
Regras de ouro para a combinação de ativos
Para evitar reações adversas e garantir que os produtos entreguem seus melhores resultados, algumas práticas são fundamentais na rotina diária de cuidados:
Um ácido forte por vez: evite usar mais de um ácido de alta concentração na mesma aplicação. Se você usa um produto com ácido glicólico à noite, por exemplo, não o aplique junto com um sérum de ácido salicílico.
Alterne os dias de uso: a melhor abordagem para combinar diferentes ácidos é usá-los em dias alternados. Isso dá tempo para a pele se recuperar e evita a sobrecarga de esfoliação química.
Hidratação é fundamental: após o uso de um ácido, sempre aplique um bom hidratante para ajudar a restaurar a barreira cutânea e minimizar o ressecamento e a irritação.
Use protetor solar diariamente: os ácidos deixam a pele mais sensível à radiação solar. O uso de protetor com FPS 50 ou superior é obrigatório todos os dias, mesmo em ambientes fechados, para prevenir manchas e queimaduras.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.