Desinflame o corpo
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Desinflamar o corpo não depende de soluções milagrosas ou intervenções radicais. A redução da atividade inflamatória crônica está relacionada a mudanças consistentes no estilo de vida, que passam pela alimentação, saúde intestinal, atividade física, sono e redução de comportamentos considerados tóxicos. A inflamação é um mecanismo natural de defesa do organismo, fundamental para combater infecções e reparar tecidos. O problema ocorre quando deixa de ser pontual e passa a funcionar de maneira contínua, silenciosa e desregulada.
A abordagem é aprofundada pelo médico intensivista William Rutzen no livro “Desinflamar para viver melhor – A ciência e a prática para vencer a inflamação crônica e controlar a sua doença autoimune”, lançado pela Editora Actual. Pós-graduado em nutrologia, William Rutzen atua na intersecção entre medicina intensiva, nutrição clínica e doenças autoimunes, com foco em abordagens baseadas em evidências para redução da inflamação crônica.
Esse quadro está por trás de diversas doenças modernas, incluindo as autoimunes, metabólicas e cardiovasculares. Parte importante da inflamação persistente é alimentada pelo estilo de vida contemporâneo.
Alimentação rica em carboidratos refinados, açúcar e produtos ultraprocessados, por exemplo, favorece picos de glicose e insulina, acúmulo de gordura corporal e ativação constante do sistema imunológico. Reduzir esses estímulos é um dos primeiros passos.
Segundo o autor, desinflamar o corpo exige consistência. Mudanças sustentáveis, avaliadas ao longo do tempo, tendem a produzir resultados mais sólidos do que intervenções radicais e temporárias. Além disso, ele reforça a importância da combinação entre alimentação, saúde intestinal, atividade física, sono e redução de hábitos nocivos.
Serviço
» Livro: Desinflamar para viver melhor – A ciência e a prática para vencer a inflamação crônica e controlar a sua doença autoimune
» Editora: Actual
» Número de páginas: 220 páginas
» Preço: R$ 74,90
» Onde comprar: Amazon
CONTA-GOTAS
Relógios inteligentes
A cada momento, novas tendências surgem e passam a fazer parte da rotina dos brasileiros. É o caso dos smartwatches (relógios inteligentes), que reúnem em um único dispositivo informações que ajudam a monitorar diferentes recursos da rotina. Em 2024, houve um aumento de 37% no volume de relógios inteligentes vendidos no varejo brasileiro em relação a 2023, segundo dados da consultoria Nielsen IQ GfK. Entre as funcionalidades estão monitoramento do sono, acompanhamento de exercícios e contagem de passos. Alguns modelos medem a pressão arterial, mas a inovação não substitui o acompanhamento médico nem cuidados necessários para o controle da hipertensão. Diante da popularização, o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA/SBC) alerta que, embora o smartwatch seja um aliado no acompanhamento da saúde, é insuficiente como estratégia única de rastreamento da hipertensão. “Relógios inteligentes não substituem aparelhos de medição da pressão arterial calibrados e nem consultas médicas”, explica Rodrigo Pedrosa, cardiologista e diretor financeiro do DHA/SBC.
Corrida a quatro patas
Para algumas pessoas, correr é uma atividade individual. Para outras, é uma oportunidade de compartilhar momentos, criar memórias e fortalecer vínculos. Na Dog Race, apresentada pelo BB Seguros, que acontece no dia 12 de setembro, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, essa relação ganha quatro patas e transforma a experiência esportiva em um momento de convivência entre tutores e cães. A programação inclui corrida e caminhada de 1,5km, largadas por porte dos cães na modalidade corrida, pontos de hidratação para os animais, espaços de convivência, adoção responsável, arrecadação de ração e orientações veterinárias. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site: www.dogracebrasil.com.br.
Mudanças de posição
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Levantar da cama ou do sofá e, de repente, sentir tontura, fraqueza, visão escurecida ou a sensação de que vai desmaiar. A situação é relativamente comum e pode acontecer quando há uma queda da pressão arterial durante a mudança de posição, quadro conhecido como hipotensão ortostática ou postural. Segundo Rodrigo Duarte, coordenador do curso de enfermagem da Faculdade Anhanguera, ao passar rapidamente da posição deitada ou sentada para ficar em pé, o organismo precisa realizar ajustes para manter o fluxo adequado de sangue para o cérebro. “Quando levantamos, parte do sangue tende a se deslocar para as pernas pela ação da gravidade. Normalmente, o organismo responde rapidamente a essa mudança. Quando essa adaptação demora ou não acontece de maneira adequada, podem surgir esses sintomas”, explica. A recomendação é evitar caminhar. Sentar-se ou deitar-se em um local seguro pode ajudar a reduzir o risco de quedas e acidentes. Também é importante levantar de maneira gradual, especialmente após permanecer muito tempo deitado. Sentar-se primeiro, aguardar alguns instantes e só depois ficar em pé permite que o organismo tenha mais tempo para se adaptar.