A confirmação de um caso fatal envolvendo uma criança de 8 anos na Louisiana, Estados Unidos, no final de agosto de 2026, voltou a acender o alerta sobre os perigos da Naegleria fowleri. Conhecida popularmente como "ameba comedora de cérebro", ela vive em ambientes de água doce morna, como rios, lagoas e fontes termais, e pode causar uma infecção cerebral rara, mas extremamente grave. O caso recente foi associado a um mergulho no Lake Claiborne.
O risco aumenta durante períodos de calor extremo e prolongado, quando a temperatura da água sobe e favorece a proliferação do microrganismo. A infecção ocorre quando a água contaminada entra com força pelo nariz, permitindo que a ameba viaje até o cérebro através dos nervos olfativos.
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O que é a Naegleria fowleri?
A Naegleria fowleri é um microrganismo de vida livre, um ameboide que sobrevive no solo e em águas doces. Ela é termofílica, o que significa que se desenvolve melhor em temperaturas elevadas. Ao infectar uma pessoa, causa a meningoencefalite amebiana primária (MAP), uma doença com taxa de mortalidade superior a 97%. De acordo com o CDC, foram registrados 180 casos nos Estados Unidos entre 1937 e 2025, com menos de 10 casos anuais em média, o que reforça a raridade da infecção.
Como ocorre a infecção?
A infecção não acontece ao engolir água contaminada, mas exclusivamente pela via nasal. Atividades como mergulhar, pular ou praticar esportes aquáticos que envolvam a submersão da cabeça aumentam a chance de a água ser forçada para dentro das narinas. Crianças e adolescentes são considerados mais vulneráveis.
Uma vez no nariz, a ameba penetra a mucosa e migra para o cérebro, onde se alimenta do tecido nervoso, provocando inflamação, necrose e inchaço cerebral. É importante destacar que a doença não é contagiosa e não pode ser transmitida de uma pessoa para outra.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas iniciais podem surgir de um a 12 dias após a exposição e são frequentemente confundidos com os de uma meningite bacteriana. A rápida evolução do quadro clínico é uma das características da doença. Os sinais incluem:
dor de cabeça intensa e frontal;
febre, náuseas e vômitos;
rigidez no pescoço;
confusão mental, sonolência e falta de atenção;
perda de equilíbrio;
convulsões e alucinações.
Como se prevenir da "ameba comedora de cérebro"?
Embora a infecção seja extremamente rara, algumas medidas simples podem reduzir significativamente o risco ao frequentar locais com água doce e parada, principalmente durante o verão ou em regiões de clima quente. É importante notar que a ameba não é encontrada em água salgada, como a do mar, nem em piscinas adequadamente tratadas com cloro. As principais recomendações de prevenção incluem:
evite mergulhar ou pular em águas doces mornas, principalmente em locais não tratados;
use protetores nasais (clipes de nariz) para impedir a entrada de água pelas narinas;
mantenha a cabeça fora da água ou evite submergir em fontes termais, rios de fluxo lento e lagoas;
evite cavar ou agitar o sedimento no fundo de corpos de água doce;
se precisar realizar lavagens ou irrigações nasais, utilize apenas água destilada, estéril ou previamente fervida e resfriada. Nunca use água da torneira diretamente no nariz.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.