A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma condição neurodegenerativa rara, progressiva e fatal. Os primeiros sinais costumam incluir um quadro de demência que avança rapidamente, perda de memória, tremores e outras desordens neurológicas.
Embora seja incomum, o Brasil registrou, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde referentes ao período de 2005 a 2021, 1.576 notificações de casos suspeitos da doença. A maior parte dessas ocorrências concentrou-se nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país, representando um alerta para a vigilância epidemiológica na época.
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O que causa a doença?
A condição é provocada por uma partícula de proteína infecciosa chamada “príon”. Esses agentes são menores que os vírus e extremamente resistentes a diversos processos físico-químicos, o que dificulta sua eliminação. Eles causam um tipo de Encefalopatia Espongiforme Transmissível (EET).
O nome se deve às alterações que a doença provoca no cérebro, deixando-o com um aspecto esponjoso. Essa degeneração progressiva é o que leva ao surgimento dos sintomas e, inevitavelmente, à morte.
Diagnóstico e casos no Brasil
A confirmação definitiva da Doença de Creutzfeldt-Jakob é complexa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica os casos suspeitos como possíveis ou prováveis com base em exames clínicos, sintomas e histórico do paciente. No entanto, o diagnóstico final só pode ser feito após a morte, por meio da análise de fragmentos do cérebro.
De acordo com o último boletim epidemiológico disponível, que compreende o período de 2005 a 2021, os dados nacionais mostraram que os estados com maior número de notificações de casos suspeitos foram: São Paulo, com 32,5% (512), Paraná, com 12,0% (189) e Minas Gerais, com 10% (158). A faixa etária mais afetada foi a de 55 a 74 anos, que correspondeu a 60,2% do total de registros.
Em relação ao gênero, os números daquele período apontaram uma leve variação, com 53,6% dos casos suspeitos registrados em mulheres e 46,3% em homens. Desde 2005, a DCJ faz parte da Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória, o que obriga os serviços de saúde a informarem as autoridades.
A vigilância epidemiológica da doença é coordenada pelo Ministério da Saúde (MS). O trabalho tem como objetivo detectar novos casos, compreender o perfil epidemiológico da condição no país e definir medidas de biossegurança para evitar a transmissão. Os dados consolidados mais recentes disponibilizados publicamente pela pasta referem-se ao período encerrado em 2021.
Tratamento
Embora diferentes alternativas terapêuticas tenham sido investigadas ao longo dos anos, ainda não existe um tratamento capaz de modificar de forma significativa o curso da doença de Creutzfeldt-Jakob.
Diante da ausência de uma terapia curativa, o tratamento atualmente disponível concentra-se na oferta de cuidados de suporte e no controle das complicações decorrentes da doença.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria
