Bryan Johnson, o milionário da tecnologia de 48 anos que investe cerca de 2 milhões de dólares por ano para reverter sua idade biológica, tornou-se um fenômeno. Sua rotina extrema, parte do chamado Projeto Blueprint, atrai tanto curiosos quanto céticos. A grande questão é: o que em seu método é ciência comprovada e o que se aproxima mais de uma estratégia de marketing?
O que é o Projeto Blueprint?
O Projeto Blueprint é a iniciativa pessoal de Bryan Johnson para alcançar o rejuvenescimento. O objetivo é fazer com que todos os seus principais órgãos, do cérebro ao coração e à pele, funcionem com a capacidade de um jovem de 18 anos. Por meio de uma rotina rigorosa e monitorada por uma equipe médica, ele alega ter revertido sua idade biológica, embora muitos desses dados sejam autorreportados.
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O empresário segue um plano que envolve dieta, exercícios, sono e uma série de exames e procedimentos. Tudo é medido e ajustado com base nos dados coletados de seu próprio corpo. Vale notar que o protocolo é experimental e está em constante evolução, com ajustes feitos regularmente com base nos resultados.
Como funciona a rotina de Bryan Johnson?
A rotina diária de Johnson é meticulosamente planejada e começa antes do amanhecer. Ela é construída sobre alguns pilares principais que ele segue sem exceções.
Dieta vegana: um consumo calórico restrito e controlado, com refeições compostas por vegetais, lentilhas, nozes e sementes. A última refeição do dia acontece por volta do meio-dia.
Suplementação intensa: ele consome mais de 100 pílulas de suplementos e vitaminas ao longo do dia, com fórmulas específicas para diferentes objetivos.
Exercícios físicos: uma hora de treino diário, com exercícios de alta intensidade, além de atividades mais leves três vezes por semana.
Sono controlado: ele dorme sempre no mesmo horário, em um quarto totalmente escuro e com temperatura controlada. Duas horas antes de dormir, usa óculos que bloqueiam a luz azul.
O que tem base científica no método?
Apesar do exagero em alguns pontos, parte da rotina de Bryan Johnson se baseia em práticas com ampla comprovação científica para a promoção da saúde e longevidade.
Restrição calórica: estudos associam a redução controlada de calorias a uma vida mais longa e a um menor risco de doenças crônicas.
Exercício regular: a prática constante de atividades físicas é um dos pilares mais sólidos para a manutenção da saúde cardiovascular, muscular e cognitiva.
Qualidade do sono: um sono reparador, como o que Johnson busca, é fundamental para a recuperação celular, consolidação da memória e regulação hormonal.
Alimentação natural: uma dieta rica em vegetais, fibras e gorduras saudáveis, com baixo consumo de processados, é universalmente recomendada por especialistas.
Quais métodos são controversos ou sem evidências?
Nem tudo no Projeto Blueprint é consenso na comunidade científica. Algumas práticas são consideradas experimentais, caras ou simplesmente sem evidências robustas que justifiquem seu uso.
Excesso de suplementos: consumir mais de uma centena de pílulas diariamente não tem comprovação de eficácia e pode sobrecarregar órgãos como fígado e rins. A suplementação é geralmente indicada apenas para corrigir deficiências específicas.
Terapias experimentais: o uso de terapias com luz infravermelha e outros procedimentos de ponta ainda carece de estudos de longo prazo que confirmem seus benefícios antienvelhecimento.
Transfusões de plasma: Johnson chegou a realizar transfusões de plasma sanguíneo, incluindo de seu filho, uma prática experimental sem comprovação científica robusta que ele posteriormente abandonou.
Recentemente, o próprio Johnson colocou seu método em xeque: neste ano, ele revelou ter sido diagnosticado com gastrite autoimune, condição que passou despercebida por anos mesmo com o acompanhamento médico exaustivo do Blueprint. Pouco depois, publicou uma mensagem nas redes sociais admitindo que talvez tenha "levado essa história de longevidade longe demais", que seria a primeira fissura pública em seu discurso de que a ciência seria capaz de antecipar qualquer deterioração do corpo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
