Diretrizes atualizadas da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2026 apontam que até 45% dos casos de demência estão associados a fatores de risco modificáveis que podem ser prevenidos ou controlados. Globalmente, mais de 57 milhões de pessoas vivem com a condição, com quase 10 milhões de novos diagnósticos anualmente, o que reforça a urgência da prevenção. No Brasil, esse potencial é ainda maior, com estudos indicando que até 59% dos casos podem estar ligados a hábitos que podem ser alterados.

Adotar uma rotina mais saudável é o caminho recomendado para proteger as funções cerebrais. A prevenção envolve desde a alimentação até o controle de condições médicas e o estímulo constante da mente. Essas práticas beneficiam não apenas a memória, mas a saúde geral do corpo, criando um ciclo positivo de bem-estar.

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O que é demência?

Demência é um termo geral para a perda de memória, linguagem e outras habilidades de pensamento que se tornam graves o suficiente para interferir na vida diária. A doença de Alzheimer é a causa mais comum, mas diversas outras condições podem levar ao quadro de declínio cognitivo progressivo.

Quais hábitos reduzem o risco de demência?

A OMS destaca que a combinação de hábitos saudáveis é mais eficaz do que focar em uma única atitude. Abaixo, listamos sete práticas fundamentais que você pode começar a adotar hoje para proteger sua saúde cerebral e reduzir o risco de desenvolver a condição.

  1. Praticar exercícios físicos regularmente: Manter o corpo ativo melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro, estimula o crescimento de novas células nervosas e fortalece as conexões entre elas. Atividades como caminhada, corrida ou natação são altamente recomendadas.

  2. Manter a mente ativa: Desafiar o cérebro com novas atividades ajuda a construir uma “reserva cognitiva”. Ler livros, aprender um novo idioma, montar quebra-cabeças ou tocar um instrumento musical são excelentes formas de estímulo.

  3. Socializar com frequência: Manter laços sociais fortes e interagir com amigos e familiares combate o isolamento, um fator de risco conhecido para a demência. Conversas e atividades em grupo estimulam diferentes áreas do cérebro.

  4. Controlar a pressão arterial e o colesterol: A hipertensão e o colesterol alto podem danificar os vasos sanguíneos do cérebro, aumentando o risco de demência vascular. Fazer acompanhamento médico regular é essencial para manter os níveis sob controle.

  5. Adotar uma dieta equilibrada: Uma alimentação rica em frutas, vegetais, grãos integrais e peixes, como a dieta mediterrânea, fornece os nutrientes necessários para a saúde cerebral. Evitar alimentos processados e açúcar em excesso também é crucial.

  6. Não fumar e moderar o consumo de álcool: O tabagismo está diretamente ligado a um maior risco de declínio cognitivo. O consumo excessivo de álcool também pode danificar as células cerebrais e levar a problemas de memória e raciocínio.

  7. Garantir um sono de qualidade: Dormir bem é fundamental para o cérebro. Durante o sono, o cérebro consolida memórias e elimina toxinas que se acumulam ao longo do dia. Ter uma rotina de sono regular, de sete a oito horas por noite, protege a função cognitiva.

Novos fatores de risco e o que evitar

A atualização de 2026 das diretrizes da OMS incluiu novos fatores de risco baseados em evidências recentes, como poluição do ar, perda auditiva, deficiência visual, traumatismo craniano, HIV e AVC. Além disso, a organização reforça que não há evidências suficientes para recomendar o uso de suplementos vitamínicos (como vitaminas B e E) para prevenir o declínio cognitivo em pessoas sem deficiências nutricionais diagnosticadas.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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