No Brasil, embora o câncer de cérebro represente cerca de 4% dos tumores, estando entre as principais causas de morte por neoplasias, ainda é comum que os sinais iniciais sejam subestimados, atrasando diagnósticos.
Segundo o neurocirurgião Orlando Maia, neurocirurgião do Hospital Quali Ipanema e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, um tumor cerebral ocorre quando há crescimento anormal de células dentro do crânio, o que pode levar à compressão e lesão de áreas saudáveis do cérebro.
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Tantos os tumores cerebrais quanto os da medula espinhal podem atingir pessoas de qualquer idade, com as taxas de sobrevida variando de acordo com fatores como tipo do tumor, localização e, especialmente, o momento em que o diagnóstico é feito.
Ainda de acordo com o neurocirurgião, existe uma leve diferença entre os sexos, com as mulheres apresentando risco ligeiramente maior para tumores em geral, enquanto tumores malignos são um pouco mais frequentes em homens.
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Muitos tumores cerebrais evoluem de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem de forma mais evidente, já pode haver comprometimento de funções neurológicas. Por isso, o diagnóstico precoce muda o caminho do tratamento, afirma o médico.
Orlando Maia alertou também que os sinais nem sempre são intensos no início. O câncer cerebral pode começar com sintomas sutis: dor de cabeça persistente que não melhora com medicação comum, crises convulsivas em quem nunca teve antes ou alterações discretas na visão e no equilíbrio. O problema é que esses sinais costumam ser ignorados ou atribuídos a causas menos graves.
Segundo o médico, alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento da doença, como histórico familiar, exposição à radiação na região da cabeça, tabagismo e condições que afetam o sistema imunológico.
Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, o especialista reforça que a decisão de investigar no momento certo continua sendo determinante.
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A medicina evoluiu muito, mas o fator tempo ainda pesa. Em muitos casos, um check-up ou uma avaliação precoce evita que o diagnóstico aconteça tarde demais, reitera.
