compartilhe
SIGA
A morte de Bárbara Laura Souza Félix, de 27 anos, durante um procedimento de lipoenxertia (lipoaspiração com enxerto nos glúteos) nesta terça-feira (26), em Belo Horizonte, acende um alerta sobre um perigo que vai além da sala de cirurgia: os riscos psicológicos associados à busca por um ideal de perfeição.
O caso, ocorrido no Instituto Mineiro de Obesidade (IMO) e que está sob investigação, evidencia como a decisão de modificar o corpo envolve muito mais do que questões físicas e financeiras, tocando em pontos sensíveis da saúde mental que precisam de atenção.
Essa busca incessante pode ser um sintoma do Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), uma condição em que a pessoa tem uma percepção distorcida e negativa sobre a própria aparência. Nesses casos, a insatisfação é constante e nenhum procedimento cirúrgico é capaz de trazer a satisfação esperada, gerando um ciclo vicioso de novas intervenções e frustrações.
Leia Mais
Lipoaspiração é considerada procedimento seguro, mas não exclui riscos
‘Hoje, parecer jovem virou uma necessidade’, comentam especialistas
O problema é que a cirurgia plástica corrige o físico, mas não trata a origem da angústia. Se a motivação para o procedimento estiver ligada a uma baixa autoestima profunda ou à tentativa de resolver problemas emocionais, o resultado pode agravar o quadro psicológico, em vez de solucioná-lo.
Sinais de alerta importantes
Identificar a diferença entre um desejo estético saudável e uma obsessão prejudicial é o primeiro passo. Alguns sinais indicam que a motivação para a cirurgia pode estar contaminada por questões emocionais mais complexas e merece uma avaliação cuidadosa. Fique atento a estes pontos:
Expectativas irreais: acreditar que a cirurgia resolverá problemas pessoais, profissionais ou amorosos.
Foco excessivo em defeitos mínimos: passar grande parte do dia pensando em uma característica que outras pessoas mal notam.
Comparação constante: usar imagens de redes sociais e celebridades como um padrão a ser alcançado a qualquer custo.
Histórico de insatisfação: já ter realizado outros procedimentos estéticos sem nunca se sentir satisfeito com os resultados.
As redes sociais desempenham um papel significativo na construção de padrões de beleza muitas vezes inatingíveis. Filtros e imagens manipuladas criam uma realidade paralela que alimenta a insatisfação com o corpo real, impulsionando a procura por soluções rápidas e, por vezes, perigosas.
Por isso, a avaliação da saúde mental antes de qualquer intervenção é fundamental. O objetivo não é impedir o procedimento, mas garantir que a decisão seja consciente e que o resultado, além de estético, traga bem-estar e satisfação genuínos, não uma nova fonte de frustração.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.